Previsão da Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata) para 2026 estima lucro de US$ 4,50 por pessoa, enquanto lanches em terminais do Rio de Janeiro podem superar R$ 20.
Olyvio Marques
Editor · Direitos do Consumidor · · 1 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O lucro global que as companhias aéreas obtêm com cada passageiro transportado deve cair para US$ 4,50 em 2026, o equivalente a cerca de R$ 23. O valor, projetado pela Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata), contrasta com os altos preços de alimentos e bebidas em aeroportos brasileiros, onde um lanche simples pode custar quase o mesmo que a margem de lucro de uma passagem.
Relatos de passageiros nos aeroportos do Rio de Janeiro indicam que os valores praticados nos terminais pesam no bolso. Uma garrafa de água pode custar R$ 10 no Galeão, enquanto um pão de queijo é vendido por cerca de R$ 10 na Rodoviária Novo Rio, totalizando R$ 20 por dois itens básicos.
A previsão da Iata, divulgada durante sua 82ª Assembleia-Geral Anual, aponta para uma queda acentuada na lucratividade do setor. O lucro líquido por passageiro em 2026 deve ser metade dos US$ 9,10 alcançados em 2025. Segundo Willie Walsh, diretor-geral da associação, a alta de 70% nos preços do combustível de aviação e os efeitos de conflitos geopolíticos, como a guerra no Irã, impactam diretamente os resultados financeiros das empresas.
Para a América Latina, a entidade prevê uma desaceleração ainda mais acentuada, com o lucro das companhias da região caindo quase 37% em 2026, para US$ 1,2 bilhão.
Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) mostram que os combustíveis e lubrificantes representam a maior fatia dos custos das aéreas brasileiras, com 31,76% das despesas no primeiro trimestre de 2025. Em seguida, vêm os gastos com seguros, arrendamento e manutenção de aeronaves, com 19,14%.
Apesar das reclamações sobre os preços nos terminais, órgãos como o Procon-RJ esclarecem que não há tabelamento oficial para alimentos e bebidas no Brasil, prevalecendo o sistema de livre mercado. As concessionárias que administram os aeroportos do Rio de Janeiro, como a RioGaleão e a Infraero (Santos Dumont), afirmam que os valores são de responsabilidade exclusiva dos lojistas.
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