Fenômeno terá duração de até 6 minutos e 23 segundos e será visível em 10 países, mas não no Brasil; saiba como se preparar para o evento.
Olyvio Marques
Editor · Ciência · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Um dos eventos astronômicos mais aguardados do século XXI ocorrerá em 2 de agosto de 2027: um eclipse solar total com duração recorde de até 6 minutos e 23 segundos. O fenômeno, que transformará o dia em noite em uma faixa específica do planeta, já mobiliza astrônomos e turistas, sendo considerado o mais longo do tipo observável em terra firme desde 1991.
A sombra da Lua percorrerá uma trajetória que começa no Oceano Atlântico e cruza o sul da Europa, o norte da África e o Oriente Médio. A fase de totalidade será visível em 10 países: Espanha, Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia, Egito, Sudão, Arábia Saudita, Iêmen e Somália. O ponto de maior duração, com 6 minutos e 22 segundos de escuridão, será próximo à cidade de Luxor, no Egito.
O eclipse de 2 de agosto de 2027 não será visível no Brasil, nem mesmo de forma parcial. A alternativa para os brasileiros será acompanhar o evento por meio de transmissões ao vivo que devem ser organizadas por agências espaciais como a NASA.
A duração excepcional do fenômeno é resultado de uma rara combinação de fatores astronômicos. Primeiro, a Terra estará próxima de seu ponto mais distante do Sol (afélio), fazendo com que o disco solar pareça ligeiramente menor no céu. Ao mesmo tempo, a Lua estará perto de seu ponto mais próximo da Terra (perigeu), parecendo maior. Essa combinação permite que a Lua cubra o Sol por mais tempo. Além disso, a sombra lunar cruzará a Terra perto da linha do Equador, onde sua velocidade aparente sobre a superfície é menor.
Durante os minutos de totalidade, o céu escurecerá como se fosse noite, permitindo a observação de estrelas e planetas. O principal espetáculo é a coroa solar, a atmosfera externa do Sol, que se torna visível como um halo brilhante ao redor do disco lunar escuro. Fenômenos ópticos raros, como as "Pérolas de Baily" e o "Anel de Diamante", também podem ser vistos segundos antes e depois da totalidade.
Especialistas reforçam que nunca se deve olhar diretamente para o Sol sem proteção adequada, mesmo durante um eclipse. Para as fases parciais, é obrigatório o uso de óculos com certificação ISO 12312-2. A observação a olho nu só é segura durante os breves minutos em que o Sol está totalmente coberto pela Lua.
Para os observadores no Brasil, o próximo eclipse solar total visível em território nacional está previsto para 12 de agosto de 2045, quando uma faixa de escuridão cruzará os estados do Norte e Nordeste do país.
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