Arqueólogos içaram 22 blocos de até 80 toneladas do Farol de Alexandria, no Egito. Entenda como a maravilha do mundo antigo será reconstruída digitalmente.
Olyvio Marques
Editor · Ciência · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Arqueólogos resgataram 22 blocos monumentais, alguns com peso entre 70 e 80 toneladas, das ruínas submersas do Farol de Alexandria, no Egito. A operação, parte do Projeto PHAROS, retirou do fundo do Mar Mediterrâneo partes da entrada de uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo, que desabou há mais de 600 anos. Atualizado em 8 de julho de 2026.
A equipe de arqueologia subaquática recuperou 22 peças que compunham a entrada monumental do farol. Segundo informações do projeto, os itens incluem dintéis (vigas superiores de portas), jambas (laterais), soleiras e grandes lajes de pavimento feitas de granito maciço e pedra calcária.
A descoberta mais significativa, conforme divulgado por pesquisadores, foi um fragmento de pílone com uma porta em estilo egípcio do período helenístico, um detalhe arquitetônico até então desconhecido, pois não havia sido preservado em registros históricos.
Construído entre 300 e 280 a.C. na ilha de Faros, o farol tinha uma altura estimada entre 120 e 137 metros, sendo a segunda estrutura mais alta do mundo antigo, atrás apenas das pirâmides de Gizé. Ele serviu como guia para navios por mais de mil anos, mas uma série de terremotos entre os séculos IX e XIV causou seu colapso progressivo. O abalo de 1303, com epicentro em Creta, foi o mais devastador. Em 1480, o sultão Qaitbay utilizou as pedras restantes para construir um forte no mesmo local.
A operação é liderada pela arqueóloga Isabelle Hairy, do Centro Nacional de Pesquisa Científica da França (CNRS), em uma iniciativa conjunta com o Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito e a Fundação Dassault Systèmes. O objetivo não é reconstruir fisicamente o monumento.
O processo envolve etapas de alta tecnologia:
Com os dados, os pesquisadores criarão uma réplica digital navegável, permitindo que o público explore virtualmente a maravilha do mundo antigo.
Não. A reconstrução física é considerada inviável, pois os fragmentos estão dispersos e são devolvidos ao mar após a análise. O Projeto PHAROS foca exclusivamente na criação de uma réplica digital precisa para estudo e visitação virtual.
O resgate fornece dados físicos cruciais para entender as técnicas de engenharia da antiguidade e a arquitetura real do farol, incluindo detalhes inéditos como a porta em estilo egípcio. A análise das peças permite testar hipóteses sobre como a estrutura foi erguida e como desabou.
Foram resgatados 22 blocos monumentais. De acordo com os arqueólogos envolvidos, as peças mais pesadas têm entre 70 e 80 toneladas cada.
O resgate dos blocos do Farol de Alexandria marca um avanço significativo na arqueologia subaquática, unindo exploração histórica e tecnologia de ponta. Embora a estrutura física permaneça em ruínas no fundo do Mediterrâneo, a iniciativa do Projeto PHAROS garante que uma das maiores obras de engenharia da história seja preservada e acessível ao mundo de forma digital, oferecendo uma nova maneira de se conectar com o passado.
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