O banqueiro Daniel Vorcaro afirmou à Polícia Federal que o ex-governador Ibaneis Rocha cobrou R$ 400 milhões em propina para autorizar a compra do Master pelo BRB. Entenda os detalhes da acusação e a resposta da defesa.
Olyvio Marques
Editor · Justiça · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O banqueiro Daniel Vorcaro acusou o ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, de cobrar R$ 400 milhões em propina para autorizar a compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). A afirmação foi feita em depoimento à Polícia Federal (PF) durante as tratativas de um acordo de delação premiada, segundo informações do Uol confirmadas pelo Correio Braziliense. Atualizado em 22 de outubro de 2026.
A denúncia, que também se baseia em mensagens encontradas no celular de Vorcaro, apreendido na operação Compliance Zero, detalha como o suposto esquema funcionaria. A tentativa de colaboração do banqueiro, no entanto, não avançou.
De acordo com o depoimento de Vorcaro à PF, o pagamento da propina de R$ 400 milhões seria dividido. Uma parte do montante seria paga após a concretização do negócio entre o BRB e o Banco Master. O restante dos valores seria repassado por meio de um contrato fictício com um escritório de advocacia indicado por Ibaneis Rocha.
O banqueiro afirmou ainda ter adiantado um pagamento de R$ 80 milhões, que teriam sido entregues por um motorista seu a um dos aliados do ex-governador. Além do valor em dinheiro, o acordo supostamente previa que Ibaneis teria 5% das ações do novo banco, por meio de uma empresa de fachada.
As declarações apontam que o primeiro encontro entre Vorcaro e Ibaneis teria ocorrido em 18 de setembro de 2024. Uma semana depois, uma nova reunião teria acontecido, desta vez com a presença do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, conforme relatado pelo banqueiro.
Apesar da gravidade das acusações, o acordo de delação premiada de Daniel Vorcaro não foi homologado. Fontes da Polícia Federal informaram ao Correio Braziliense que a colaboração não avançou porque o banqueiro não apresentou provas suficientes para comprovar suas declarações.
Procurado pela reportagem do Correio, o advogado Antônio de Almeida Castro, o Kakay, que representa Ibaneis Rocha, minimizou a denúncia. Ele destacou que o acordo de delação sequer foi aceito pelas autoridades.
"Não tinha nenhum elemento de colaboração, não tinha nenhuma prova. É uma proposta que nem foi aceita. Eu nem li, pois não leio proposta que não foi aceita", afirmou Kakay.
Daniel Vorcaro acusa o ex-governador Ibaneis Rocha de ter cobrado uma propina de R$ 400 milhões para permitir que o Banco de Brasília (BRB) comprasse o Banco Master.
Não. Segundo fontes da Polícia Federal, a proposta de delação premiada não avançou porque Vorcaro não apresentou provas suficientes para sustentar suas acusações.
A acusação feita pelo banqueiro Daniel Vorcaro lança suspeitas sobre a negociação para a compra do Banco Master pelo BRB, envolvendo o ex-governador Ibaneis Rocha. No entanto, a denúncia permanece no campo das declarações, uma vez que a proposta de delação premiada não foi homologada por falta de provas, enquanto a defesa de Ibaneis nega veementemente as alegações.
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