Defesa do ex-controlador do Banco Master denuncia o Brasil por violações de direitos, alegando prisão sem denúncia formal e indefinição de juiz no STF. Saiba mais.
Olyvio Marques
Editor · Justiça · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, acionou a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) para denunciar o Estado brasileiro por supostas violações de direitos. Preso preventivamente desde março deste ano, Vorcaro foi indiciado pela Polícia Federal na última semana por crimes como gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Atualizado em 2 de novembro de 2026.
Os advogados Sergio Leonardo e Engels Muniz apresentaram uma série de queixas ao órgão internacional, argumentando que a manutenção da prisão de Vorcaro é ilegal e arbitrária. As principais alegações incluem:
No documento enviado à CIDH, a defesa de Daniel Vorcaro solicita medidas urgentes para garantir seus direitos. De acordo com a Folha de Pernambuco, os principais pedidos são:
Daniel Vorcaro foi indiciado pela Polícia Federal na última semana, juntamente com outras 14 pessoas, no âmbito da Operação Compliance Zero. A investigação apura um esquema de negociação de R$ 12,2 bilhões em créditos considerados fictícios entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB), conforme apurou o Metrópoles. A PF aponta Vorcaro como o líder da suposta organização criminosa, imputando a ele crimes que, somados, podem levar a mais de 40 anos de prisão, segundo o jornal O Tempo.
Daniel Vorcaro está em prisão preventiva desde março de 2026, investigado por suspeitas de fraudes financeiras bilionárias, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa no chamado "Caso Master". Recentemente, foi indiciado pela PF por supostas fraudes na venda de créditos fictícios ao BRB.
A defesa alega que o Estado brasileiro viola os direitos de Vorcaro ao mantê-lo preso sem uma denúncia formal, sem realizar a revisão obrigatória da prisão a cada 90 dias, negando acesso à Justiça por uma indefinição de relator no STF e permitindo o vazamento de dados sigilosos, incluindo conversas com advogados.
A CIDH é um órgão da Organização dos Estados Americanos (OEA) responsável por promover e proteger os direitos humanos nas Américas. Ela analisa denúncias de violações cometidas por países-membros e pode solicitar medidas urgentes, recomendar providências e encaminhar casos à Corte Interamericana de Direitos Humanos, como explica o portal Metrópoles.
Ao levar o caso à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, a defesa de Daniel Vorcaro eleva a disputa judicial a um patamar internacional, buscando pressionar o Estado brasileiro a reavaliar a legalidade de sua prisão preventiva. O movimento ocorre em um momento de indefinição sobre a relatoria do caso no STF e após o indiciamento do banqueiro pela Polícia Federal, intensificando a complexidade de um dos maiores escândalos financeiros recentes do país.
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