Decisão foi tomada após análise apontar indícios de irregularidades e um possível prejuízo de R$ 129 milhões aos cofres públicos.
Olyvio Marques
Editor · Justiça · · 1 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) determinou, por decisão unânime, a suspensão dos pagamentos de um contrato do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-RJ) para a instalação de 390 radares em rodovias estaduais. A medida cautelar foi adotada após indícios de irregularidades na licitação e um possível sobrepreço superior a R$ 129 milhões.
A suspensão dos pagamentos, que valerá até a conclusão da análise de mérito do processo, foi motivada por uma denúncia apresentada pelo deputado estadual Vitor Junior (PDT). A equipe técnica do TCE-RJ acolheu os apontamentos, que indicam um potencial prejuízo de R$ 129 milhões aos cofres públicos. O contrato, referente ao Pregão Eletrônico nº 010/2025, tem valor estimado em mais de R$ 250 milhões, podendo chegar a quase R$ 1 bilhão com prorrogações ao longo de dez anos.
Entre os problemas apontados na denúncia estão lances com diferenças de apenas um centavo entre empresas concorrentes. Em um dos lotes, a proposta vencedora da Splice Indústria foi um centavo mais barata que a da segunda colocada, a CLD Construtora. Outros questionamentos incluem mudanças no modelo de contratação em relação a editais anteriores, a autorização para participação de consórcios e a existência de relações empresariais entre as participantes em outros estados, levantando suspeitas sobre a competitividade do certame.
Com a decisão do TCE-RJ, os pagamentos às empresas Splice Indústria, Comércio e Serviços LTDA. e Perkons S.A. ficam bloqueados. Além da apuração no Tribunal de Contas, o caso também foi encaminhado ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), que instaurou um procedimento na área de tutela do patrimônio público para investigar as possíveis irregularidades.
Além de indenização por danos morais, réu terá de divulgar a sentença em suas redes sociais como parte da pena.
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