Cantora enfrenta processo após desabamento de muro atingir casa de Léo Stuart, do Tihuana. Defesa do músico afirma que Simone não cumpriu ordem judicial.
Olyvio Marques
Editor · Justiça · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Uma decisão liminar de 2024 determinou que a cantora Simone Mendes paralisasse uma obra e reconstruísse o muro do músico Léo Stuart, da banda Tihuana, após um desabamento em Barueri (SP). No entanto, a defesa do guitarrista afirma que a ordem judicial não foi cumprida. Atualizado em 3 de setembro de 2026.
O caso, que se arrasta na Justiça, teve início em novembro de 2024, quando fortes chuvas levaram ao colapso de uma estrutura na obra da cantora, causando uma invasão de água, lama e entulhos na propriedade vizinha, pertencente a Stuart.
A Justiça de São Paulo concedeu uma liminar determinando que Simone Mendes interrompesse sua obra e realizasse os reparos necessários no imóvel de Léo Stuart. Segundo o advogado do músico, Marcelo Fernandes Madruga, a decisão não foi acatada. A ordem judicial especificava:
A defesa de Simone recorreu da decisão, mas o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) manteve a determinação por unanimidade em abril de 2026. Agora, os advogados da cantora tentam levar o caso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), conforme apurado em diversas fontes.
O incidente ocorreu em 6 de novembro de 2024. De acordo com a ação movida por uma empresa de Léo Stuart, o muro da obra de Simone cedeu, e uma grande quantidade de detritos atingiu sua casa. Os danos relatados incluem prejuízos ao pomar, piscina, canil e um lago de carpas, onde um dos peixes de estimação morreu. Um piano avaliado em R$ 400 mil também foi atingido pela lama, mas não destruído.
Um ponto central da disputa é uma perícia técnica. Curiosamente, a análise foi solicitada em um processo iniciado pela própria Simone Mendes para apurar as causas do desabamento. O laudo do perito judicial Walmir Pereira Modotti concluiu que o muro construído no imóvel da cantora não possuía sistema de drenagem nem estrutura adequada, funcionando como uma "barragem" que cedeu com a pressão da água da chuva.
Por outro lado, a defesa de Simone apresentou um laudo particular, elaborado pela engenheira Lícia Mahtuk Freitas, que apontava falhas no muro da propriedade de Léo Stuart, isentando a obra da cantora de responsabilidade.
Os advogados da artista atribuem o episódio às fortes chuvas, classificando-o como "caso fortuito". Em nota, a assessoria da cantora afirmou que "a execução da obra foi realizada por uma empresa contratada, responsável pela condução dos trabalhos" e que o processo segue em tramitação, sem decisão definitiva. A defesa também alega que Simone custeou a limpeza inicial do imóvel atingido.
A ação foi movida pela Black Diamond Holding, empresa representada pelo músico Léo Stuart, guitarrista da banda Tihuana.
O valor atribuído à causa é de R$ 1,3 milhão. Este montante inclui pedidos de indenização por danos materiais e um pedido de R$ 1 milhão por danos morais. Não se trata de uma condenação definitiva, mas do valor total pleiteado na ação.
Não. Até o momento, não há uma condenação definitiva sobre o pagamento das indenizações. As decisões existentes são liminares, que ordenam a realização de reparos, e que estão sendo contestadas pela defesa da cantora em instâncias superiores.
A disputa judicial entre Simone Mendes e Léo Stuart continua sem uma resolução final. Enquanto a defesa do músico cobra o cumprimento de uma ordem para reparação dos danos, a equipe da cantora recorre da decisão e contesta a responsabilidade pelo desabamento, aguardando os próximos passos do processo no sistema judiciário.
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