A Polícia Federal solicitou mais tempo ao STF para concluir a Operação Sem Desconto, que apura fraudes no INSS e cita o filho do presidente. Entenda os motivos.
Olyvio Marques
Editor · Justiça · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A Polícia Federal (PF) solicitou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), uma extensão do prazo para analisar o material apreendido na Operação Sem Desconto, que investiga fraudes no INSS e inclui apurações sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula. Atualizado em 29 de junho de 2026.
A principal justificativa da Polícia Federal é a falta de pessoal dedicado à operação. Segundo informado ao STF, a equipe conta com apenas 11 agentes, enquanto seriam necessários mais de 40 para dar conta do volume de trabalho, conforme apurado pela Folha de S.Paulo. A corporação afirmou que a análise global do material, que inclui cerca de 1.700 itens como celulares e HDs, está em estágio inicial, com aproximadamente 40% do total finalizado.
A PF estima que consegue analisar o material dos presos em 30 dias, mas precisaria de até seis meses para avaliar os itens dos demais investigados.
O pedido de prazo ocorre em meio à insatisfação do ministro André Mendonça com a lentidão das investigações. O relator do caso havia determinado anteriormente um prazo de 60 dias para a conclusão da análise, motivado por trocas na equipe e pela percepção de que a operação, iniciada em abril de 2025, avança mais lentamente que outras apurações, como a Compliance Zero.
Mendonça também solicitou que a PF mantenha a equipe de investigação e justifique quaisquer alterações, pois avalia que as mudanças contribuíram para a demora na conclusão do caso, de acordo com o Jornal de Brasília. Em resposta, a polícia comunicou que o delegado responsável precisou deixar a investigação para retornar à sua região de origem.
Uma das linhas de investigação da Operação Sem Desconto apura se Fábio Luís Lula da Silva seria sócio oculto do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS" e apontado como um dos operadores centrais do esquema de fraudes. Em fevereiro, o ministro Mendonça autorizou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Lulinha, etapa que depende da análise do material apreendido pela PF.
É uma investigação conduzida pela Polícia Federal que apura um esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), envolvendo descontos indevidos em aposentadorias.
A corporação informou ao STF que possui apenas 11 agentes atuando no caso, quando seriam necessários mais de 40 para analisar os cerca de 1.700 itens apreendidos na operação.
Além de Lulinha, a operação mira figuras como o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes e o empresário Maurício Camisotti, que negocia um acordo de delação. O presidente da Conafer, Carlos Roberto Ferreira Lopes, apontado como líder do esquema, é considerado foragido.
A solicitação da Polícia Federal por mais tempo evidencia os desafios operacionais na condução de investigações complexas. O desfecho do caso, que envolve o filho do presidente da República, agora depende da decisão do ministro André Mendonça e da capacidade da PF de avançar na análise das provas, apesar das limitações de pessoal.
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