Ministério Público da Bahia pede condenação do apresentador Marcelo Castro por desviar doações via Pix. A pena pode chegar a 61 anos; defesa nega acusações.
Olyvio Marques
Editor · Justiça · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O Ministério Público da Bahia (MP-BA) pediu à Justiça a condenação do apresentador Marcelo Castro, comandante do programa "Alô Juca" na TV Aratu, afiliada do SBT. A pena solicitada, caso aceita na íntegra, pode chegar a 61 anos de prisão em regime fechado. Atualizado em 6 de outubro de 2026.
Castro é réu no caso que ficou conhecido como "golpe do Pix", acusado de liderar uma organização criminosa que teria desviado doações destinadas a pessoas em situação de vulnerabilidade. A defesa do apresentador nega todas as acusações.
Nas alegações finais do processo, o MP-BA atribui a Marcelo Castro os crimes de apropriação indébita, associação criminosa e lavagem de capitais. Segundo a denúncia, o grupo teria desviado aproximadamente R$ 407 mil de um total de R$ 540 mil arrecadados em campanhas de doação entre setembro de 2022 e fevereiro de 2023, quando o apresentador trabalhava na Record Bahia.
O esquema, de acordo com a acusação, consistia em alterar as chaves Pix exibidas durante as reportagens para contas controladas pelos envolvidos. O MP afirma ter identificado 12 casos com o mesmo modus operandi. Além de Castro, outras 11 pessoas foram denunciadas, incluindo o editor-chefe Jamerson Oliveira. O órgão também solicita uma indenização de R$ 1 milhão às vítimas por danos materiais.
A investigação teve início após uma tentativa de doação de R$ 70 mil feita pelo jogador de futebol Anderson Talisca em 2023. O atleta assistiu a uma reportagem sobre uma criança com câncer e decidiu ajudar, mas um de seus assessores notou que a chave Pix fornecida por Marcelo Castro era diferente da que havia sido exibida na televisão. A divergência levou a Record Bahia a iniciar uma apuração interna e registrar uma notícia-crime, resultando na demissão de Castro e Oliveira da emissora.
Procurado por veículos de imprensa, Marcelo Castro nega veementemente sua participação no esquema. Através de sua defesa, o apresentador afirma que os valores recebidos foram devidamente destinados às pessoas que necessitavam de ajuda e sustenta sua inocência desde o início do processo. É importante ressaltar que o pedido do MP não é uma condenação, e o caso ainda aguarda a sentença do Poder Judiciário.
Marcelo Castro é um apresentador de televisão baiano, atualmente no comando do programa "Alô Juca" na TV Aratu (SBT). Ele se tornou réu no processo que investiga o "golpe do Pix", supostamente ocorrido enquanto trabalhava na Record Bahia.
Não. Até o momento, o Ministério Público da Bahia apresentou suas alegações finais pedindo a condenação. O processo ainda não foi julgado e não há uma sentença definitiva. Os réus são considerados inocentes até que se prove o contrário.
Segundo a acusação do Ministério Público, o grupo teria se apropriado de aproximadamente R$ 407 mil de um total de R$ 540 mil arrecadados em doações.
Com a apresentação das alegações finais pelo Ministério Público, o processo contra Marcelo Castro e os outros acusados entra em sua fase decisiva. Caberá à Justiça da Bahia analisar as provas e os argumentos da acusação e da defesa para proferir uma sentença sobre o caso do "golpe do Pix".
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