Casal de Sinop (MT) é investigado após funcionária pegar bilhete premiado de cofre; câmeras flagraram ação e marido alegou ser o ganhador. Entenda o caso.
Olyvio Marques
Editor · Justiça · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Uma funcionária de uma casa lotérica e seu marido são investigados pela Justiça de Mato Grosso pelo suposto furto de um bilhete premiado da Mega-Sena no valor de R$ 29 milhões. O caso, ocorrido em Sinop (MT) em agosto de 2023, veio à tona depois que a funcionária pediu demissão um dia após o sorteio, alegando que seu marido era um dos ganhadores. Atualizado em 1 de julho de 2026.
A investigação aponta que a funcionária, durante o atendimento a uma cliente, imprimiu um bilhete que apresentou um defeito na máquina. Conforme as regras do estabelecimento, um novo comprovante com os mesmos números foi emitido e entregue à apostadora, que de fato foi uma das ganhadoras do prêmio, segundo o G1. O bilhete defeituoso, no entanto, não foi cancelado e foi guardado em um cofre, passando a ser patrimônio da lotérica.
Após a divulgação do resultado, a funcionária teria retirado o bilhete defeituoso do cofre. Câmeras de segurança do local registraram a ação e o momento em que ela comemora com uma colega. No dia seguinte, ela e o marido pediram demissão, e ele se apresentou como um dos vencedores do prêmio.
A baixa probabilidade estatística de duas apostas vencedoras, com os mesmos números, saírem da mesma casa lotérica levantou suspeitas dos proprietários, que acionaram a polícia. De acordo com a denúncia do Ministério Público, ao ser contatado pelos donos do estabelecimento, o marido da funcionária teria feito ameaças, afirmando ser o dono legítimo do prêmio e exigindo o fim das apurações.
O casal, identificado pelas iniciais C. S. e C. J. P., foi denunciado pelo Ministério Público por furto qualificado por abuso de confiança. A defesa tentou transferir o processo para a Justiça Federal, argumentando que o pagamento do prêmio envolveria a Caixa Econômica Federal, caracterizando interesse da União.
Contudo, o ministro Ribeiro Dantas, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou o pedido. A decisão, divulgada em junho de 2026, estabelece que a vítima do crime é a casa lotérica, uma empresa privada, e não a Caixa. Portanto, o caso continua a tramitar na Justiça Estadual de Mato Grosso.
O prêmio individual era de R$ 29.058.128,28, parte de um montante total de R$ 116.232.513,11 dividido entre quatro ganhadores em agosto de 2023. Duas das apostas vencedoras foram registradas em Sinop (MT), uma em Fortaleza (CE) e outra em Uberaba (MG).
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) entendeu que a vítima direta do furto foi a casa lotérica, uma empresa privada. O eventual saque do prêmio pela Caixa Econômica Federal foi considerado uma consequência do crime, o que não altera a competência da Justiça Estadual para julgar o caso.
As fontes disponíveis informam que o casal foi denunciado pelo Ministério Público e responde a um processo por furto qualificado. Não há menção de que tenham sido presos.
O caso do bilhete premiado de R$ 29 milhões segue na Justiça de Mato Grosso, onde o casal responderá pela acusação de furto qualificado. A decisão do STJ em manter o processo na esfera estadual reforça que o crime foi cometido contra o patrimônio da casa lotérica, e não contra a Caixa Econômica Federal. As câmeras de segurança e a improvável coincidência de dois ganhadores no mesmo local foram cruciais para o início da investigação.
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