Ao menos cinco diretores da cúpula da Polícia Federal devem assumir postos no exterior após autorização de Andrei Rodrigues. Saiba quem são e para onde vão.
Olyvio Marques
Editor · Justiça · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, autorizou a mudança de ao menos cinco diretores de sua cúpula para cargos no exterior. A decisão, que representa uma reestruturação significativa no comando da corporação, agora aguarda apenas o aval final do presidente da República para ser publicada no Diário Oficial da União, conforme apurado em 23 de outubro de 2026.
Segundo fontes da PF, os nomes já foram aprovados no Sistema Eletrônico de Informação (SEI) da instituição, após um processo que teria iniciado em julho e envolveu consultas ao Ministério de Relações Exteriores e a aprovação dos países de destino.
As movimentações incluem nomes importantes da atual gestão da Polícia Federal. De acordo com a apuração do portal R7, os seguintes delegados devem assumir novas funções internacionais:
A saída de diretores acontece cerca de um mês após uma crise institucional que levou ao afastamento temporário do próprio Andrei Rodrigues por decisão do ministro André Mendonça, do STF, em setembro de 2026. Na ocasião, 11 diretores da PF divulgaram uma nota de "total apoio" a Rodrigues, classificando as acusações como "injustificados ataques" e colocando seus cargos à disposição do diretor-geral substituto, que na época era William Murad, conforme noticiado por diversos veículos.
Dos cinco diretores que agora se preparam para deixar o país, quatro estavam entre os signatários daquela nota de apoio: Alexsander Castro de Oliveira, Felipe Seixas, Humberto Freire e André Luis Carmo, segundo a lista divulgada pela BBC News Brasil e pelo Poder360.
Oficialmente, as indicações fazem parte de um processo de rotatividade que começou em julho de 2026, incluindo consultas diplomáticas e aprovação dos países anfitriões. A movimentação de nomes tão importantes da cúpula é vista como uma reestruturação significativa na gestão de Andrei Rodrigues.
Embora os nomes já estejam aprovados internamente na Polícia Federal, a nomeação para cargos de adido no exterior depende de um ato do presidente da República. A publicação das mudanças no Diário Oficial da União é o último passo para que as transferências se tornem efetivas.
A autorização de Andrei Rodrigues para a transferência de cinco diretores-chave para postos internacionais marca uma nova fase na cúpula da Polícia Federal. A medida, que aguarda a sanção presidencial, reorganiza o alto escalão da corporação pouco tempo depois de um período de forte tensão institucional, envolvendo a própria liderança da PF e o Supremo Tribunal Federal.
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