Motorista alegou falha mecânica, mas perícia no local não identificou sinais de que freios foram acionados. Investigação aguarda laudos técnicos do veículo.
Olyvio Marques
Editor · Cidades · · 1 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A investigação sobre o atropelamento que causou a morte de Mariana Tanaka Abdul Hak, de 20 anos, em Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro, apontou a ausência de marcas de frenagem na pista. A informação, divulgada nesta terça-feira (26), contrasta com a versão do motorista, que alegou uma falha mecânica no veículo.
O condutor da van, identificado como Lucas, de 21 anos, afirmou em depoimento que o volante do veículo travou e os freios falharam, fazendo com que ele perdesse o controle e invadisse a calçada. Ele disse ter tentado parar "de toda forma", mas não conseguiu. No momento do acidente, ele realizava entregas para uma empresa de comércio eletrônico. Exames realizados no motorista deram resultado negativo para o consumo de álcool e drogas.
Conduzida pela 14ª DP (Leblon), a apuração aguarda a conclusão de laudos periciais, principalmente do veículo, uma caminhonete JAC T140. Segundo a delegada Thaianne Barbosa de Moraes, responsável pelo caso, a perícia técnica será fundamental para confirmar ou contradizer a versão do motorista. A ausência de marcas de frenagem no asfalto é um dos principais pontos de atenção.
O atropelamento ocorreu no dia 16 de maio, no cruzamento das ruas Visconde de Pirajá e Vinícius de Moraes. Mariana Tanaka Abdul Hak, filha dos diplomatas Ibrahim Abdul Hak Neto e Ana Patrícia Neves Abdul Hak, não resistiu aos ferimentos e morreu no dia seguinte. A mãe da jovem e outro pedestre também foram atingidos, mas receberam alta hospitalar. Mariana havia acabado de se mudar para o Rio para iniciar um estágio em uma multinacional de cosméticos.
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