Imóvel de luxo de Nasser Fares, em Alphaville, foi penhorado por dívida de R$ 2,4 milhões. Entenda os detalhes do leilão e a separação do caso com a recuperação judicial da varejista.
Olyvio Marques
Editor · Economia · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Uma mansão avaliada em R$ 72,8 milhões, pertencente a Nasser Fares, executivo e herdeiro da Marabraz, irá a leilão judicial em Alphaville, na Grande São Paulo. A venda foi determinada após a penhora do imóvel para quitar uma dívida de aproximadamente R$ 2,4 milhões, segundo o edital do processo. Atualizado em 5 de setembro de 2026.
A penhora do imóvel decorre de uma ação de execução movida contra Nasser Fares por falta de pagamento de aluguéis de uma loja da Marabraz em Pinheiros, São Paulo. De acordo com informações do processo, o aluguel de R$ 55 mil mensais de um contrato vinculado ao CPF de Fares deixou de ser pago, acumulando um débito que, com multas, chegou a cerca de R$ 2,4 milhões.
Apesar de o imóvel possuir sete ordens de indisponibilidade de bens registradas em sua matrícula, provenientes de outros processos na Justiça Federal e Trabalhista, essas restrições não impedem a realização do leilão judicial. Elas apenas indicam que outros credores podem disputar o valor arrecadado com a venda.
Localizada no condomínio Fazenda Tamboré Residencial 2, em Santana de Parnaíba, a mansão possui 2.640 metros quadrados de área construída em um terreno de 5.130 metros quadrados. A avaliação judicial fixou o valor em R$ 72,833 milhões.
É fundamental distinguir a situação pessoal de Nasser Fares da crise corporativa da Marabraz. O leilão da mansão é resultado de uma dívida pessoal e não integra o patrimônio da companhia. Em agosto, cinco empresas do grupo controlador da varejista entraram com um pedido de recuperação judicial para renegociar dívidas que somam R$ 140,2 milhões.
A crise da Marabraz, segundo a própria empresa, não é operacional, mas de financiamento, agravada por uma disputa familiar pelo controle de uma holding patrimonial, a LP Administradora de Bens, que servia como garantia para operações de crédito.
A mansão está avaliada em R$ 72,8 milhões. Este é o lance inicial no primeiro leilão. Caso não seja vendida, poderá ir a uma segunda praça com lance mínimo de R$ 51 milhões, o que representa um desconto de 30%.
O imóvel foi penhorado para quitar uma dívida de R$ 2,4 milhões referente ao não pagamento de aluguéis de uma loja da Marabraz em Pinheiros. O contrato de locação estava vinculado diretamente ao CPF de Nasser Fares.
Não. O leilão é um processo judicial distinto, relacionado a uma dívida pessoal de Nasser Fares. A Marabraz enfrenta um processo de recuperação judicial de R$ 140,2 milhões devido a uma crise de financiamento ligada a disputas familiares.
O leilão da mansão de Nasser Fares em Alphaville destaca uma questão de dívida pessoal do executivo, separada dos desafios financeiros enfrentados pela Marabraz. Enquanto o imóvel de luxo vai a pregão por R$ 72,8 milhões para sanar um débito de R$ 2,4 milhões, a varejista busca na recuperação judicial uma saída para uma crise de R$ 140,2 milhões, originada em uma complexa disputa familiar pelo controle patrimonial do grupo.
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