O empresário da Havan criticou a decisão judicial que suspendeu 1.900 demissões na varejista em recuperação judicial. Entenda a polêmica e os argumentos de Hang.
Olyvio Marques
Editor · Economia · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O empresário Luciano Hang, fundador da Havan, criticou duramente a crise enfrentada pela Casas Bahia e a decisão da Justiça do Trabalho que suspendeu a demissão de 1,9 mil funcionários da varejista. Em publicação nas redes sociais, Hang classificou a situação como uma intervenção indevida do Estado e resumiu seu descontentamento com a frase: "Parece piada, mas é o Brasil". Atualizado em 20 de agosto de 2026.
Luciano Hang argumentou que a decisão judicial que barrou os desligamentos na Casas Bahia agrava a situação da empresa, que está em processo de recuperação judicial e precisa reduzir custos para sobreviver. Segundo o dono da Havan, o Estado primeiro cria um ambiente econômico desfavorável, com juros altos que sufocam o consumo, e depois interfere quando a empresa tenta se reorganizar, conforme noticiado pela Gazeta do Povo e NSC Total.
"A Casas Bahia enfrenta uma grave crise financeira e está em recuperação judicial. Precisa reduzir custos, fechar lojas e reorganizar sua operação para tentar sobreviver. E o que acontece? A Justiça do Trabalho suspende 1.900 demissões e ainda impede novos cortes", declarou Hang em suas redes, de acordo com o portal ND Mais.
Ele finalizou seu posicionamento com questionamentos retóricos sobre a gestão da empresa em crise: "Quem conhece as contas? Quem paga os salários? Quem responde pelas dívidas e pelos prejuízos? Empresa saudável gera empregos. Empresa quebrada não gera emprego para ninguém", afirmou, segundo o Jornal da Cidade Online.
A reação de Hang ocorreu após a Justiça do Trabalho do Distrito Federal suspender as demissões em massa realizadas pela varejista. A decisão, assinada pela juíza Katarina Mousinho de Matos, atendeu a um pedido da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC), que alegou que os cortes ocorreram sem negociação sindical prévia, como detalhado pelo portal A Tarde.
A Casas Bahia protocolou um pedido de recuperação judicial com dívidas que somam R$ 17,3 bilhões. O plano de reestruturação da companhia incluiu o fechamento de 298 lojas em todo o Brasil e o desligamento de aproximadamente 1,9 mil colaboradores para conter despesas, conforme apurado pelo ND Mais.
Luciano Hang criticou a decisão por considerá-la uma "intromissão do Estado" que impede uma empresa em recuperação judicial de tomar as medidas necessárias para sua sobrevivência, como a redução de custos através de demissões. Para ele, a medida dificulta a recuperação da varejista, como reportado pela Agência GBC.
A Casas Bahia está em processo de recuperação judicial, com uma dívida declarada de R$ 17,3 bilhões. A empresa fechou 298 lojas e tentou demitir 1,9 mil funcionários, mas os desligamentos foram suspensos provisoriamente pela Justiça do Trabalho, segundo o portal A Tarde.
Não. Em contraste com a crise no setor, a Havan registrou um faturamento de R$ 18,5 bilhões em 2025, um crescimento de 16% em relação ao ano anterior, e planeja inaugurar sua 200ª loja em 2026, de acordo com o NSC Total. Hang utiliza a saúde financeira de sua empresa como contraponto ao cenário enfrentado por concorrentes.
O posicionamento de Luciano Hang evidencia o conflito entre a necessidade de reestruturação de uma empresa em grave crise financeira e as decisões judiciais que visam proteger os postos de trabalho. Enquanto a Casas Bahia luta para reorganizar uma dívida bilionária, a crítica do dono da Havan reflete a visão de parte do empresariado sobre os desafios de empreender no Brasil, marcados pela insegurança jurídica e pela intervenção estatal.
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