Iniciativa, em parceria com o governo federal, é resposta à dificuldade do setor supermercadista em preencher vagas e já superou a meta inicial em mais de dez vezes.
Olyvio Marques
Editor · Meu Negócio · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O Grupo Carrefour Brasil encontrou no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) uma resposta estratégica para a persistente falta de mão de obra no setor supermercadista. A companhia já contratou cerca de 140 mil pessoas inscritas no cadastro social do governo desde o início de uma parceria firmada em 2023, posicionando-se como um dos maiores empregadores privados ligados a ações de inclusão produtiva no país.
O varejo alimentar enfrenta um desafio crescente para preencher seus postos de trabalho. Segundo dados da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o setor chega a ter 357 mil vagas abertas em todo o país. A dificuldade está atrelada a uma mudança no perfil dos trabalhadores, especialmente os mais jovens, que buscam jornadas mais flexíveis e salários de entrada mais altos, muitas vezes optando pela informalidade em detrimento de empregos com carteira assinada.
Diante desse gargalo, o Carrefour firmou um Acordo de Cooperação Técnica com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). A iniciativa faz parte do programa "Acredita no Primeiro Passo", que visa gerar emprego e renda para famílias em situação de vulnerabilidade. O acordo inicial previa a contratação de 10 mil pessoas em três anos, meta que foi superada em mais de dez vezes em apenas dois anos. Somente em 2026, foram mais de 30 mil admissões de pessoas oriundas do CadÚnico.
O sucesso da iniciativa rendeu ao Carrefour o Prêmio de Inclusão Socioeconômica do MDS, na categoria “Inserção no Mercado de Trabalho”, pelo segundo ano consecutivo. As contratações abrangem todas as marcas do grupo, como Atacadão, Sam’s Club e o próprio Carrefour, em todos os 26 estados e no Distrito Federal. A ação é vista como um modelo de cooperação entre os setores público e privado para promover a inclusão socioeconômica.
Para os beneficiários, a contratação representa a entrada no mercado de trabalho formal, com todos os direitos previstos na CLT. Além disso, a "regra de proteção" do Bolsa Família permite que, mesmo empregados, os beneficiários continuem recebendo 50% do valor do benefício por até 24 meses, desde que a renda familiar por pessoa não ultrapasse meio salário mínimo.
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