Agosto de 2026 será mais quente que a média em grande parte do país, com picos de calor na segunda quinzena. Confira a previsão para sua região.
Olyvio Marques
Editor · Clima · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O calor deve ganhar força e se intensificar em grande parte do Brasil, incluindo o litoral de São Paulo e outras capitais, principalmente durante a segunda quinzena de agosto de 2026. Apesar de ainda ser inverno, o mês será marcado por temperaturas acima da média, influenciado pelo fortalecimento do fenômeno El Niño. Atualizado em 3 de agosto de 2026.
No Sudeste, a tendência é de um mês com muitos dias quentes e secos, com temperaturas acima da média climatológica. Segundo a Climatempo, há possibilidade de uma onda de calor na região. O aquecimento mais intenso é esperado para a segunda metade do mês. A capital paulista, por exemplo, tem média máxima histórica de 24,5°C para agosto, mas os termômetros devem superar essa marca com frequência.
Embora o tempo seco predomine no interior, o litoral paulista pode registrar chuva fraca e pontual, mas sem afastar o calor. A chegada de ao menos duas frentes frias ao longo do mês — uma no início e outra no final — poderá causar quedas temporárias de temperatura, mas a tendência geral é de aquecimento.
A elevação das temperaturas não será exclusiva do Sudeste. O padrão se repete em outras áreas do país, mas com características distintas em cada região.
O Centro-Oeste será uma das áreas com calor mais intenso. Capitais como Cuiabá (MT) podem registrar máximas próximas ou acima de 40°C, de acordo com a MetSul Meteorologia. A região enfrenta o pico da estação seca, o que resulta em umidade relativa do ar muito baixa, especialmente durante as tardes, aumentando o risco de queimadas.
O Sul do Brasil sentirá a forte influência do El Niño, com previsão de chuva acima da média nos três estados. O excesso de chuva é uma preocupação, principalmente no Rio Grande do Sul. Apesar disso, o mês terá grande variabilidade, alternando entre períodos de chuva, dias frios com a passagem de frentes polares e momentos de aquecimento acima do normal.
No Norte e Nordeste, o cenário é de tempo predominantemente seco e quente no interior. A faixa litorânea do Nordeste, entre a Bahia e o Rio Grande do Norte, ainda pode receber chuvas passageiras devido à umidade do oceano. No Norte, a seca se intensifica no sul da Amazônia, enquanto áreas como o norte do Pará podem ter chuva acima da média, segundo o Inmet.
Agosto é um mês de transição e grande variabilidade. Embora ainda seja inverno, com possibilidade de frentes frias, ele é climatologicamente mais quente que junho e julho. Em 2026, a tendência é de temperaturas acima da média na maior parte do Brasil.
Sim. O fenômeno El Niño, que está se fortalecendo no Oceano Pacífico, contribui para o aumento das temperaturas médias no Brasil. Ele também intensifica as chuvas na Região Sul e acentua a seca em outras áreas, como o Norte.
Sim. Apesar da tendência de calor, a passagem de frentes frias ainda é esperada. As previsões indicam a chegada de ao menos duas massas de ar frio mais significativas: uma no fim da primeira semana e outra no fim do mês, capazes de provocar quedas de temperatura no Centro-Sul do país.
Agosto de 2026 se desenha como um mês mais quente que o normal na maior parte do Brasil, com o calor se intensificando na segunda quinzena. O Centro-Oeste e o Sudeste sentirão com mais força os dias quentes e secos, enquanto o Sul terá chuva acima da média. A influência do El Niño é um fator determinante para este cenário, mas a passagem de frentes frias ainda poderá trazer alívio temporário.
Fenômeno climático deve dominar o clima global a partir de agosto, elevando temperaturas e alterando chuvas, segundo a Organização Meteorológica Mundial.
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