Apesar da influência do El Niño, que inibe a formação de tempestades, o Centro Nacional de Furacões monitora uma área com alta chance de desenvolvimento. Saiba mais.
Olyvio Marques
Editor · Clima · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Uma nova depressão tropical tem alta probabilidade de se formar no Oceano Atlântico até o final desta semana, mesmo sob a forte influência do fenômeno El Niño, que dificulta o desenvolvimento de tempestades. Atualizado em 12 de agosto de 2026, o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC) monitora um sistema com aproximadamente 70% de chance de evolução nos próximos dias.
De acordo com as previsões do NHC, o sistema monitorado, conhecido como Invest 92L, pode se organizar e se tornar uma depressão tropical já na quinta-feira, 13 de agosto. O órgão aponta que o sistema encontrará uma janela de condições mais favoráveis para ganhar energia após a quarta-feira (12), superando parte dos obstáculos atmosféricos impostos pelo El Niño.
Apesar da alta probabilidade de formação, a intensidade e a trajetória do sistema ainda são incertas. Modelos de previsão indicam dois cenários principais: o sistema pode seguir em direção ao leste do Caribe, onde enfrentaria condições mais hostis, ou desviar para o nordeste, avançando pelo Atlântico aberto com maior chance de sobrevivência.
O principal desafio para a formação de tempestades tropicais em 2026 é o intenso cisalhamento do vento, uma consequência direta do El Niño. Esse fenômeno ocorre quando há mudanças bruscas na velocidade ou direção dos ventos em diferentes níveis da atmosfera, o que pode desorganizar ou até mesmo desintegrar uma tempestade em formação.
Este ano, o El Niño atingiu o patamar de "Super El Niño", sendo considerado "extremamente forte", o que intensifica o cisalhamento sobre o Atlântico. Essa configuração atmosférica motivou previsões de uma temporada de furacões abaixo da média, sendo este o início de temporada menos ativo desde 2009, segundo o portal R7.
O Centro Nacional de Furacões dos EUA estima uma probabilidade de 70% de que o sistema se torne uma depressão tropical até o final desta semana, com desenvolvimento mais provável a partir de quinta-feira, 13 de agosto de 2026.
Caso o sistema se fortaleça e atinja a categoria de tempestade tropical, ele receberá o nome de Cristóbal, conforme a lista oficial para a bacia do Atlântico.
O El Niño aquece as águas do Oceano Pacífico Equatorial, alterando padrões de circulação atmosférica globais. No Atlântico, isso resulta em um aumento do "cisalhamento do vento", uma força que impede que as tempestades se organizem verticalmente, dificultando sua formação e fortalecimento.
A iminente formação de uma depressão tropical no Atlântico representa um teste para as condições atmosféricas hostis geradas pelo Super El Niño. Enquanto o NHC confirma a alta probabilidade de desenvolvimento, a sobrevivência e a intensificação do sistema dependerão de sua capacidade de navegar por áreas de forte cisalhamento do vento, mantendo a temporada de furacões de 2026 como um evento atípico e de baixa atividade.
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