Fortes chuvas e ventos acima de 85 km/h causam alagamentos, destelhamentos e uma morte confirmada no Rio Grande do Sul. Entenda a situação no estado.
Olyvio Marques
Editor · Clima · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Uma combinação de calor intenso, com temperaturas atingindo 36ºC, e a chegada de frentes frias resultou em temporais severos que causaram morte e destruição em diversas regiões do Rio Grande do Sul. Atualizado em 29 de julho de 2026, o balanço inclui a morte de um pescador, centenas de desalojados, mais de mil casas destelhadas e danos generalizados à infraestrutura, segundo informações da Defesa Civil e de agências de notícias.
A instabilidade climática foi alimentada por uma massa de ar quente que elevou as temperaturas a 36ºC em algumas cidades gaúchas, fornecendo energia para a formação de nuvens de tempestade, conforme análise da MetSul Meteorologia. O resultado foi uma série de eventos climáticos extremos, com ventos que ultrapassaram 85 km/h.
Entre os principais impactos registrados estão:
Especialistas apontam que a recorrência de eventos extremos no estado está ligada a uma combinação de fatores. A MetSul Meteorologia explica que a instabilidade recente foi causada por uma frente semi-estacionária sobre o Sul do estado, que foi intensificada por uma forte massa de ar quente vinda do Norte. Esse cenário é propício para a formação de temporais com chuva intensa, raios e granizo.
Essa vulnerabilidade ficou evidente na tragédia de maio de 2024, quando 336 municípios decretaram estado de calamidade e o estado precisou de um plano de reconstrução comparado a um "Plano Marshall", como lembrou o professor Pedro Luiz Côrtes, da USP.
Os danos foram generalizados, mas alguns municípios registraram impactos mais severos. Rosário do Sul teve um volume de chuva de 324 milímetros em sete horas. Santo Antônio das Missões e Ernestina sofreram com destelhamentos em centenas de casas. Pelotas, Canguçu, Osório e Cruz Alta também estão entre as cidades com prejuízos significativos.
Sim. A Agência Brasil confirmou a morte de um pescador na região de Pelotas. As autoridades também investigam se outras duas mortes, uma por descarga elétrica em Canguçu e outra pela queda de uma árvore em Bom Retiro do Sul, têm relação direta com os temporais.
A Defesa Civil do Rio Grande do Sul orienta a população a evitar áreas alagadas ou de encosta, desligar aparelhos elétricos durante as tempestades e, em caso de emergência, buscar abrigo seguro e contatar as autoridades pelo telefone 199 (Defesa Civil) ou 193 (Corpo de Bombeiros).
Os recentes temporais no Rio Grande do Sul reforçam um padrão de eventos climáticos cada vez mais intensos e frequentes no estado. A combinação de calor extremo com frentes frias resultou em um cenário de destruição, com perdas materiais e uma vida confirmada, deixando um rastro de prejuízos e comunidades em alerta.
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