Aos 38 anos, o gaúcho comandava os restaurantes Brutos e Principal na capital francesa; causa da morte é apontada como infarto fulminante.
Olyvio Marques
Editor · Degusta · · 1 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O chef brasileiro Lucas Baur de Campos, conhecido por ser um dos principais embaixadores da culinária nacional em Paris, morreu na última segunda-feira, 27 de maio, aos 38 anos. A causa da morte, descrita como repentina, ainda não foi oficialmente confirmada, mas aponta para um infarto fulminante, segundo relatos de amigos próximos.
Natural do Rio Grande do Sul, Lucas comandava, ao lado de sua companheira francesa Ninon Lecomte, os estabelecimentos Brutos e Bar Principal, ambos localizados no 11º arrondissement de Paris. O casal, que se conheceu em Porto Alegre, abriu o Brutos em 2017, com uma proposta de comida feita na brasa que rapidamente conquistou o público parisiense. Em 2021, inauguraram o Bar Principal, focado em coquetéis artesanais.
As casas se tornaram um ponto de encontro para chefs e profissionais da gastronomia de todo o mundo, funcionando como uma espécie de porto seguro para brasileiros na cidade. O chef Alberto Landgraf, do restaurante Oteque, descreveu Lucas como "um pioneiro em se comprometer a levar nossa cozinha brasileira para o exterior", destacando que ele liderou esse movimento de forma "pessoal e quase solitária" há cerca de 12 anos.
A cozinha de Lucas Baur de Campos era celebrada por sua técnica e sabor, mesclando referências brasileiras e francesas. Pratos como o frango assado inteiro, servido aos domingos, tornaram-se icônicos na cidade, especialmente durante a pandemia. O cardápio incluía desde petiscos como pastel e dado de tapioca até clássicos como a côte de boeuf com chimichurri.
Em depoimentos, amigos e colegas de profissão lembraram do chef não apenas pelo talento, mas pela generosidade. O comunicador Zeca Camargo o definiu como "uma das estrelas da gastronomia parisiense", enquanto outros chefs o descreveram como "família escolhida pela vida", que usava a comida como uma ponte para criar afetos.
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