Ação de manejo na Reserva Rio Cautário, em Rondônia, capturou 361 peixes e gerou R$ 180 mil em renda para extrativistas. Saiba mais sobre a operação.
Olyvio Marques
Editor · Sustentabilidade · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Mais de 18 toneladas de pirarucu, espécie considerada invasora na bacia do Rio Cautário, foram retiradas da Reserva Extrativista (Resex) de mesmo nome, em Rondônia. Atualizado em 18 de outubro de 2026. A operação, realizada entre agosto e outubro, capturou 361 exemplares e movimentou cerca de R$ 180 mil em renda para a comunidade local, segundo informações da Agência Rondônia e da Rede Amazônica.
O manejo, que visa controlar e erradicar a presença do pirarucu na unidade de conservação, foi realizado em parceria entre a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental de Rondônia (Sedam) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Cerca de 40 extrativistas da Associação dos Seringueiros do Vale do Guaporé (Aguapé) participaram de todas as etapas, desde a pesca até a limpeza do pescado, conforme divulgado pelo G1.
A ação foi dividida em dois períodos para maximizar a eficiência, de acordo com o Portal Amazônia. Os resultados foram:
Para os trabalhadores que participaram de ambas as fases, a renda individual foi estimada em aproximadamente R$ 6 mil.
Um dos exemplares chamou a atenção por seu tamanho recorde. O peixe media 2,46 metros e pesava quase 138 quilos. De acordo com a Sedam, este é o maior pirarucu já registrado em uma unidade de conservação de Rondônia, um fato destacado por múltiplos veículos, incluindo o Último Segundo (iG).
Apesar de ser nativo da bacia Amazônica, o pirarucu é considerado invasor em ecossistemas específicos onde não ocorria naturalmente, como a bacia do Rio Cautário. Sua presença pode afetar o equilíbrio ecológico e prejudicar as espécies nativas, exigindo medidas de controle ambiental, conforme explica o portal Brasil em Folhas.
A operação foi conduzida por cerca de 40 comunitários extrativistas representados pela Associação dos Seringueiros do Vale do Guaporé (Aguapé), com acompanhamento técnico da Sedam (Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental de Rondônia) e em parceria com o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade).
A iniciativa gerou aproximadamente R$ 180 mil em renda para as famílias extrativistas envolvidas. Os participantes que atuaram nas duas etapas do manejo receberam uma renda individual estimada em R$ 6 mil, fortalecendo a economia local e valorizando o trabalho tradicional, como informado pela Agência Rondônia.
O manejo do pirarucu invasor na Resex Rio Cautário demonstra o sucesso de uma estratégia que une a conservação da biodiversidade com o desenvolvimento econômico sustentável. A remoção de mais de 18 toneladas do peixe ajuda a restaurar o equilíbrio ecológico local, enquanto a renda gerada valoriza e apoia as comunidades extrativistas que são guardiãs do território.
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