Os 12,5 mil galhos de algodão da Paraíba que decoraram a cerimônia de Juliette Freire serão devolvidos a agricultores para reuso. Entenda a iniciativa.
Olyvio Marques
Editor · Sustentabilidade · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Os 12,5 mil galhos de algodão que substituíram as flores na decoração do casamento de Juliette Freire e Kaíque Cerveny terão um novo destino sustentável. Produzido por agricultores familiares do Agreste paraibano, o material foi devolvido pela cantora à associação responsável para ser reaproveitado na cadeia produtiva, evitando o desperdício. Atualizado em 31 de outubro de 2026.
A decoração da cerimônia, realizada no Instituto Ricardo Brennand, em Recife, foi composta por 7,5 mil galhos de algodão colorido e 5 mil de algodão branco, segundo o Jornal da Paraíba. A pedido de Juliette, todo o material foi recolhido após o evento e devolvido à Rede Borborema de Agroecologia, organização que forneceu o produto.
A iniciativa garante que o algodão não seja descartado e retorne ao ciclo produtivo, podendo ser transformado em roupas, calçados e sementes. Em suas redes sociais, a cantora celebrou a ação, referindo-se ao material como "nosso ouro paraibano", conforme noticiado pelo portal Cariri in Foco.
A escolha pelo algodão agroecológico não apenas trouxe um elemento de forte identidade nordestina para o casamento, mas também gerou renda e visibilidade para os agricultores familiares da Paraíba. O cultivo do material levou 150 dias, desde o plantio até a colheita, envolvendo produtores de municípios como Remígio, Casserengue e Areia.
Suzana Aguiar, representante da Rede Borborema de Agroecologia, explicou que os agricultores foram remunerados pelo fornecimento e que a devolução do material foi uma doação da artista. "O algodão foi o principal elemento do casamento, que é símbolo nordestino de resistência, a visibilidade para os nossos agricultores e agricultoras", afirmou Aguiar em entrevista à CBN Paraíba.
Além do algodão, outros elementos da cultura paraibana marcaram presença na celebração. As lembranças entregues aos convidados foram 300 bolsas de crochê confeccionadas pela Associação das Crocheteiras do Lajeiro do Marinho, de Boqueirão. A produção das peças levou pouco mais de dois meses, de acordo com o G1. Os três vestidos usados por Juliette também foram criados pela estilista paraibana Rebeca Nepomuceno.
O algodão foi cultivado por agricultores familiares do Agreste da Paraíba, em municípios como Remígio, e fornecido pela Rede Borborema de Agroecologia, uma organização com sede no assentamento Queimadas.
A pedido de Juliette, os 12,5 mil galhos foram devolvidos à associação de agricultores para serem reincorporados à cadeia produtiva. O material poderá ser usado na fabricação de roupas, calçados e para a produção de novas sementes.
A decisão de Juliette de utilizar e, posteriormente, devolver o algodão paraibano para reaproveitamento destaca um compromisso com a sustentabilidade e a valorização da cultura e economia local. A iniciativa gerou renda para famílias de agricultores, deu visibilidade à produção agroecológica do estado e transformou a decoração de seu casamento em um símbolo de resistência e consciência ambiental.
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