Uma empresa transforma 32 garrafas PET em uma mala de bordo. O negócio sustentável nascido em Guarulhos ganhou vitrine com o Time Brasil e mira a exportação.
Olyvio Marques
Editor · Sustentabilidade · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Uma fábrica em Guarulhos, na Grande São Paulo, transformou a crise da pandemia em uma oportunidade sustentável, alcançando um faturamento de R$ 250 mil por mês com a produção de malas, mochilas e bolsas feitas de garrafas PET recicladas. Atualizado em 22 de junho de 2026. A empresa Kameleon Bags utiliza 32 garrafas PET de dois litros para fabricar uma única mala de bordo, unindo inovação, design e responsabilidade ambiental.
A Kameleon Bags, parte do Grupo WBS, iniciou suas atividades há mais de 10 anos consertando malas no Aeroporto Internacional de Guarulhos. Com a queda drástica nas viagens devido à pandemia, os sócios Luciano Pereira, Marco Pereira e Fabio Carleto decidiram investir em um projeto antigo: a fabricação de bagagens a partir de plástico reciclado, conforme relatado pelo G1. Essa mudança não apenas salvou a empresa, mas a posicionou como pioneira no mercado nacional.
O processo, que levou mais de seis anos de pesquisa e desenvolvimento, foi patenteado no Brasil e tem cobertura em mais de 190 países, segundo o portal Guarulhos Hoje. A matéria-prima chega à fábrica em chapas de PET reciclado, que são moldadas por calor em uma máquina desenvolvida pela própria empresa.
A transformação de resíduo plástico em um produto de alta durabilidade é o centro da inovação da Kameleon. Para cada tipo de produto, uma quantidade específica de material é retirada do meio ambiente:
A empresa garante que as estruturas dos acessórios são "inquebráveis", aproveitando a alta resistência do plástico PET, que pode levar de 200 a 600 anos para se decompor na natureza, de acordo com dados do Ibama citados em diversas fontes. Além da sustentabilidade, a Kameleon aposta na personalização, permitindo que clientes criem malas com fotos, desenhos ou logomarcas, sem um pedido mínimo.
O sucesso do negócio foi impulsionado por parcerias estratégicas. A Kameleon tornou-se fornecedora oficial do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), produzindo pochetes para os 279 atletas da delegação brasileira nos Jogos de Tóquio e malas para os dirigentes, como noticiado pelo UOL. A empresa também possui contratos de licenciamento com marcas como Warner Bros e Hello Kitty.
Com vendas mensais superiores a 800 unidades, a Kameleon agora planeja triplicar seu faturamento com a exportação para os Estados Unidos e Europa. "Temos conversas avançadas para a entrada em solo americano. É um público que dá especial valor à sustentabilidade e à customização", afirmou o sócio Marco Wagner ao GRU Diário.
Para produzir uma mala de bordo, a Kameleon reutiliza 32 garrafas PET de dois litros. Para itens menores, como uma shoulder bag, são necessárias 12 garrafas de 500 ml.
Sim. Segundo a empresa, as estruturas feitas com o material reciclado são extremamente resistentes e descritas como "inquebráveis". O plástico PET é conhecido por sua alta durabilidade e resistência mecânica.
A Kameleon Bags está sediada em Guarulhos, na Grande São Paulo, e nasceu de uma operação de conserto de malas no Aeroporto Internacional de Cumbica.
A trajetória da Kameleon Bags demonstra como a inovação alinhada à sustentabilidade pode transformar um negócio. Ao converter garrafas PET em malas personalizadas e resistentes, a empresa de Guarulhos não apenas criou um produto de sucesso, mas também ofereceu uma solução prática para o problema do lixo plástico, ganhando destaque nacional e se preparando para o mercado global.
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