Após 9 anos de economia, moradora da Costa Rica realiza sonho da casa própria com blocos feitos de resíduos. Veja como o projeto inovador funciona.
Olyvio Marques
Editor · Sustentabilidade · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Após economizar por nove anos para comprar um terreno em Alajuelita, na Costa Rica, Cindy Mora Abarca conseguiu construir uma casa para ela e seu filho, Fabrizio, de 6 anos, usando cerca de 7 toneladas de plástico reciclado. Atualizado em 24 de agosto de 2026. O projeto, entregue em maio de 2018, transformou um passivo ambiental em uma solução de moradia por meio de uma parceria entre organizações sociais e uma empresa privada.
Sem recursos para a construção após adquirir o terreno com um empréstimo, Cindy recebeu ajuda de uma iniciativa que reuniu a Habitat for Humanity Costa Rica, a empresa Procter & Gamble e as organizações locais Urbarium e Ekojunto. A solução foi utilizar um sistema de blocos de plástico reciclado encaixáveis, conhecidos como Bloqueplas, para erguer as paredes da residência.
De acordo com as fontes, foram usados aproximadamente 850 blocos, que se assemelham a peças de montar. No entanto, a casa não é inteiramente de plástico. Partes essenciais da construção seguiram métodos tradicionais:
A história ganhou destaque com a informação de que 800 voluntários teriam construído a casa. No entanto, os relatos originais esclarecem que o número se refere a mais de 800 horas de trabalho voluntário, principalmente de funcionários da Procter & Gamble, e não a 800 pessoas distintas trabalhando na obra. A construção foi, na verdade, o resultado de uma colaboração estruturada entre as organizações parceiras e os voluntários.
O projeto demonstrou como resíduos que poderiam poluir aterros e rios podem ser reaproveitados na construção civil. A Urbarium, responsável pela implementação do sistema de blocos, atribui aos Bloqueplas características como resistência a forças sísmicas e bom isolamento térmico e acústico. A organização afirma que os blocos foram projetados para cumprir o código de construção sísmica da Costa Rica.
Foram utilizadas aproximadamente 7 toneladas de plástico reciclado, transformadas em cerca de 850 blocos para a construção das paredes da casa de Cindy Mora Abarca.
Não. Apenas as paredes foram erguidas com blocos de plástico reciclado. A fundação, o telhado, as instalações elétricas, hidráulicas e os acabamentos foram feitos com materiais e métodos de construção convencionais.
A casa foi fruto de uma parceria entre a Habitat for Humanity Costa Rica, a Procter & Gamble, a Urbarium e o grupo Ekojunto, contando com mais de 800 horas de trabalho voluntário.
A história de Cindy Mora Abarca é um exemplo prático de como a inovação e a colaboração podem enfrentar simultaneamente o déficit habitacional e o problema do lixo plástico. Após nove anos de esforço pessoal para comprar um terreno, ela viu seu sonho de ter um lar se concretizar através de uma tecnologia que transforma resíduos em moradia digna e sustentável.
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