Rejane Alves de Souza, 45, recebeu uma moradia sustentável de 27 m² feita com 2 toneladas de plástico em Carapicuíba (SP). Entenda como a tecnologia funciona.
Olyvio Marques
Editor · Sustentabilidade · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Uma casa de 27 m², construída com duas toneladas de plástico reciclado e montada em apenas 15 horas, transformou a vida de Rejane Alves de Souza, de 45 anos, mãe de nove filhos e avó de 12 netos. A iniciativa, realizada em Carapicuíba (SP), substituiu um barraco precário por uma moradia sustentável e segura. Atualizado em 22 de junho de 2026.
Rejane Alves de Souza vivia na comunidade Porto de Areia, em Carapicuíba, um local fundado por catadores de materiais recicláveis. Após enfrentar um câncer e perder o emprego devido a uma artrose na lombar, ela passou a morar em um barraco considerado um dos mais vulneráveis da região. Segundo relatos, seu filho mais novo chegava a sofrer bullying na escola por conta da condição precária da moradia. A entrega da nova casa, em julho de 2023, representou um marco de dignidade para a família.
A rapidez da construção é resultado de uma tecnologia inovadora que utiliza blocos de plástico reciclado. Desenvolvidos pela empresa Fuplastic, os blocos se encaixam como peças de Lego, o que acelera a montagem das paredes e reduz a necessidade de materiais tradicionais como cimento e argamassa em algumas etapas. Este método, além de rápido, diminui a geração de entulho na obra. Para cada casa, são reaproveitadas cerca de duas toneladas de resíduos plásticos que poderiam poluir o meio ambiente.
Apesar de compacta, a moradia é funcional e sustentável. Os 27 m² são divididos em quarto, banheiro e uma sala integrada à cozinha. O projeto, chamado Moradia Semente Eco Sustentável, inclui uma série de tecnologias para reduzir o impacto ambiental e os custos para a família:
A casa de Rejane foi a primeira unidade de um projeto piloto liderado pela ONG TETO Brasil em parceria com as empresas Fuplastic, Amanco Wavin e a ONG Biosaneamento. A iniciativa une a solução de dois grandes desafios: o déficit habitacional e o excesso de lixo plástico. O projeto tem como meta construir até mil moradias sustentáveis em diferentes comunidades do país, dependendo de financiamento e novas parcerias. A experiência em Carapicuíba demonstra um caminho viável para transformar resíduos em moradia digna.
É um projeto da ONG TETO Brasil que substitui barracos precários por moradias de 27 m² construídas com materiais sustentáveis, como blocos de plástico reciclado, para atender famílias em situação de alta vulnerabilidade.
Aproximadamente duas toneladas de resíduos plásticos são retiradas do meio ambiente e transformadas nos blocos utilizados para construir cada unidade da moradia.
Não. A casa de Rejane foi a primeira, entregue em julho de 2023. Segundo o Correio Braziliense, a TETO entregou mais duas unidades do mesmo modelo em julho de 2024, com a meta de expandir o projeto para até mil moradias.
A história de Rejane Alves de Souza ilustra o poder da inovação social e da sustentabilidade. A casa de plástico reciclado, montada em tempo recorde, não apenas ofereceu um lar seguro para uma família, mas também apresentou uma solução escalável que enfrenta simultaneamente a crise habitacional e a poluição plástica, transformando resíduos em esperança.
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