Em Bangladesh, um casal usou 80 mil garrafas PET para erguer uma casa de 158 m² para o filho. Entenda como a técnica inovadora reduziu custos e o impacto ambiental.
Olyvio Marques
Editor · Sustentabilidade · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Um casal de professores em Bangladesh transformou 80 mil garrafas plásticas em um lar de 158 m² para seu filho com deficiência, gastando apenas 25% do valor de uma construção tradicional. Atualizado em 18 de setembro de 2026.
Rashedul Alam e Asma Khatun, ambos com formação em ciências ambientais, buscaram uma alternativa aos tijolos convencionais, cujo custo era proibitivo. A solução foi criar seus próprios "tijolos ecológicos", unindo sustentabilidade, economia e a necessidade de um lar adaptado no distrito de Lalmonirhat, conforme relatado por diversas fontes.
O método construtivo, inspirado em uma técnica japonesa, consiste em preencher cada garrafa plástica com areia compactada, transformando-as em blocos sólidos e resistentes. Para a construção, foram utilizadas cerca de 80 mil garrafas de diferentes tamanhos, compradas de catadores locais e depósitos de reciclagem.
As garrafas maiores, de um litro, formaram a base e as fundações, enquanto as menores, de meio litro, foram usadas nas paredes superiores. Elas foram assentadas em camadas, unidas por uma argamassa de cimento e areia, similar a uma alvenaria convencional. A estrutura foi reforçada com barras de ferro e malhas metálicas para garantir a estabilidade, e o telhado foi feito com chapas de zinco ondulado.
A iniciativa do casal demonstrou múltiplos benefícios que vão além da reciclagem do plástico.
O custo total da obra foi de aproximadamente 400 mil takas, a moeda local. Este valor representa apenas um quarto do que seria gasto em uma casa de mesmo tamanho feita com tijolos cerâmicos, provando ser uma alternativa viável para famílias de baixa renda.
A areia compactada dentro das garrafas funciona como um excelente isolante térmico, mantendo o interior da casa fresco durante o calor e aquecido no frio. Além disso, a estrutura demonstrou ser resistente a fortes ventos e abalos sísmicos, superando a rigidez de construções tradicionais.
A construção retirou do meio ambiente 80 mil garrafas plásticas, que poderiam poluir rios e solos. Ao mesmo tempo, evitou a produção de tijolos em olarias, um processo que consome lenha e emite gases poluentes, contribuindo para a preservação ambiental.
A construção custou cerca de 400 mil takas de Bangladesh, o que equivale a aproximadamente 25% do custo de uma casa tradicional de tijolos na região.
Foram utilizadas aproximadamente 80 mil garrafas plásticas de vários tamanhos, preenchidas com areia compactada para formar as paredes da casa de 158 m².
Sim. Segundo relatos e especialistas locais que avaliaram o projeto, a estrutura é segura e resistente, capaz de suportar ventos fortes e tremores de terra, graças à solidez conferida pelas garrafas preenchidas e à estrutura de reforço.
O projeto de Rashedul Alam e Asma Khatun em Bangladesh é um exemplo inspirador de como a engenhosidade e a responsabilidade ambiental podem gerar soluções habitacionais acessíveis e duráveis. Ao transformar lixo em um lar seguro, a iniciativa serve como um modelo para outras comunidades que enfrentam desafios de moradia e poluição.
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