Um homem usa mais de mil baterias velhas de laptop para alimentar sua casa com energia solar. O sistema caseiro funciona há 8 anos sem falhas. Entenda como o projeto de reciclagem garantiu sua independência energética.
Olyvio Marques
Editor · Sustentabilidade · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Um homem, conhecido online pelo pseudônimo Glubux, alcançou independência energética ao construir um sistema de armazenamento de energia solar com mais de mil baterias recicladas de notebooks. O projeto, iniciado em 2016, alimenta sua casa há oito anos sem falhas graves, transformando lixo eletrônico em uma fonte de energia robusta e sustentável. Atualizado em 22 de junho de 2026.
O projeto começou de forma modesta em novembro de 2016 com um sistema solar de 1,4 kW, uma antiga bateria de empilhadeira (24V e 460Ah) e um inversor de 3 kVA, conforme relatado no fórum Second Life Storage. O objetivo de Glubux era romper com a dependência da rede elétrica tradicional, segundo o portal R7.
Com o tempo, ele passou a coletar e desmontar baterias de notebooks descartados para reaproveitar as células individuais. Para abrigar o crescente sistema, construiu um galpão a 50 metros de sua casa, onde instalou racks personalizados com blocos de armazenamento de aproximadamente 100 Ah cada, de acordo com o Olhar Digital.
Um dos maiores desafios, segundo o próprio Glubux, foi a descarga desigual das células, já que cada uma possuía um nível de desgaste diferente. A solução foi um processo manual e "exaustivo" de reorganizar os módulos para equalizar seu funcionamento, garantindo a estabilidade do sistema, como detalha o Gizmodo Brasil.
O que começou como um experimento evoluiu para uma instalação robusta. O sistema hoje conta com 24 painéis solares de 440 W cada, que garantem a geração de energia mesmo nos meses mais frios. A capacidade total de armazenamento do banco de baterias saltou de 7 kWh para 56 kWh ao longo dos anos, aponta o TechTudo.
Essa estrutura é capaz de alimentar toda a residência, incluindo eletrodomésticos de alto consumo como máquinas de lavar. Em uma atualização de dezembro de 2024, Glubux afirmou que o sistema opera há oito anos sem que "nenhuma célula de bateria falhasse" desde a montagem final. Ele também relatou não ter enfrentado incidentes graves como superaquecimento ou risco de incêndio, conforme noticiado pelo R7 e TNH1.
Apesar de Glubux relatar oito anos de operação sem incidentes graves como superaquecimento ou incêndios, o manuseio de baterias de lítio exige conhecimento técnico especializado devido aos riscos. O próprio criador isolou o sistema em um galpão por segurança, de acordo com o TechTudo.
Foram utilizadas mais de 1.000 baterias de notebooks recicladas. O sistema evoluiu para uma capacidade total de armazenamento de 56 kWh, o suficiente para suprir todas as necessidades da casa.
O sistema está em funcionamento contínuo há oito anos. O projeto foi iniciado em novembro de 2016 e, desde então, tem sido a principal fonte de energia da residência, como reportado por diversas fontes, incluindo o Olhar Digital.
O projeto de Glubux é um exemplo prático do potencial da economia circular e do reaproveitamento de resíduos eletrônicos. Sua iniciativa demonstra que, com conhecimento técnico e dedicação, é possível criar soluções energéticas autossustentáveis, transformando o que seria lixo em independência energética. Menos de 25% do lixo eletrônico global é devidamente reciclado, o que torna projetos como este ainda mais relevantes.
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