Casos de reabilitação mostram como tartarugas marinhas conseguem se recuperar de ferimentos graves, como mordidas de predadores, e retornar ao oceano.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Uma tartaruga-verde (Chelonia mydas) foi devolvida ao mar na praia de Pontal do Sul, no Paraná, após um mês de reabilitação. O animal havia sido encontrado com uma lesão parcialmente cicatrizada, possivelmente causada por uma mordida de tubarão, e recebeu tratamento intensivo até sua completa recuperação. Atualizado em 22 de junho de 2026.
A tartaruga foi resgatada pela equipe do Laboratório de Ecologia e Conservação (LEC) do Centro de Estudos do Mar (CEM) da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Segundo a assessoria do LEC, o animal passou por um tratamento acompanhado por veterinários e técnicos do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) até que sua saúde fosse restabelecida, permitindo o retorno seguro ao seu habitat natural.
A tartaruga-verde é a espécie mais comum no litoral do Paraná e está ameaçada de extinção no Brasil. O trabalho de reabilitação é fundamental para a conservação da população do Atlântico Sul, conforme destacado pela instituição.
Em um caso semelhante de superação na Flórida, Estados Unidos, uma tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta), apelidada de Dilly Dally, sobreviveu a um ataque de predador, provavelmente um tubarão. O animal teve ferimentos tão graves que sua nadadeira dianteira direita precisou ser amputada.
Após cinco meses de um intenso processo de reabilitação no Loggerhead MarineLife Center, Dilly Dally aprendeu a nadar com apenas uma nadadeira dianteira e foi devolvida ao oceano. Para auxiliar a ciência, ela foi solta com um rastreador de satélite em seu casco, que permite o monitoramento de sua jornada e fornece dados valiosos sobre os padrões de migração da espécie.
Sim. Embora os ataques possam ser fatais ou causar ferimentos graves, como a perda de nadadeiras, existem casos documentados de tartarugas que sobrevivem e, após reabilitação, são capazes de retornar à vida selvagem, como os exemplos do Paraná e da Flórida demonstram.
Ao encontrar uma tartaruga marinha debilitada ou morta, a orientação é acionar os órgãos ambientais responsáveis. No litoral do Paraná, por exemplo, o PMP-BS/LEC pode ser contatado pelo telefone 0800 642 33 41. Em outras regiões, o Projeto Tamar ou o Ibama são as referências.
Os resgates e a reabilitação de tartarugas marinhas feridas são essenciais para a conservação de espécies vulneráveis ou ameaçadas de extinção. O trabalho realizado por instituições de pesquisa e ONGs garante uma segunda chance a esses animais e contribui para o equilíbrio dos ecossistemas marinhos.
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