A chegada de pinguins-de-Magalhães marca o inverno no litoral de SC. Entenda por que eles migram, os desafios que enfrentam e o que fazer ao encontrar um.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A chegada do inverno no litoral de Santa Catarina traz um espetáculo natural que encanta moradores e turistas: a temporada de pinguins. Grupos de pinguins-de-Magalhães têm sido avistados em diversas praias, como Florianópolis e Balneário Barra do Sul, nadando próximos à costa e descansando na areia. Atualizado em 28 de junho de 2026.
Este fenômeno, que se repete anualmente, marca a rota migratória da espécie, que viaja longas distâncias e transforma a costa catarinense em uma área de passagem e descanso.
A presença dos pinguins-de-Magalhães (Spheniscus magellanicus) em Santa Catarina é parte de sua migração anual. Segundo a Associação R3 Animal, as aves deixam suas colônias reprodutivas na Patagônia, no sul da Argentina e Chile, em busca de águas mais quentes e maior oferta de alimentos, como peixes e lulas, durante o inverno do hemisfério sul.
A maioria dos pinguins que chegam às praias catarinenses são juvenis, realizando sua primeira grande viagem. Inexperientes, muitos acabam se separando de seus grupos e chegam à costa cansados e desnutridos após a longa jornada, conforme aponta o Projeto de Monitoramento de Praias.
Apesar de a cena ser encantadora, a viagem é perigosa para muitos deles. Além do esgotamento físico, os pinguins enfrentam ameaças como a interação com redes de pesca, a poluição marinha e a ingestão de lixo. Por isso, é comum encontrar animais debilitados que precisam de cuidados especializados para sobreviver.
Especialistas e organizações como a R3 Animal orientam a população a tomar cuidados específicos para garantir a segurança dos animais e das pessoas. Se um pinguim está na areia, ele provavelmente está descansando e não deve ser forçado a voltar para a água.
Siga as recomendações oficiais:
A espécie mais comum avistada no litoral catarinense é o pinguim-de-Magalhães (Spheniscus magellanicus), nativo da América do Sul.
Sim, é um fenômeno natural e esperado. A migração ocorre anualmente, com pico de avistamentos entre junho e agosto, durante o outono e inverno.
Não. A alimentação inadequada pode prejudicar ainda mais a saúde do animal. O ideal é acionar a equipe de resgate especializada, que saberá como proceder.
A presença dos pinguins-de-Magalhães é um dos eventos mais marcantes do inverno em Santa Catarina, oferecendo um vislumbre da rica vida marinha da região. Contudo, a admiração deve vir acompanhada de responsabilidade. Seguir as orientações de especialistas é fundamental para proteger essas aves e garantir que possam completar sua jornada migratória em segurança.
Um furão-da-Amazônia criado como animal de estimação foi resgatado após se tornar agressivo. Saiba qual o destino do animal e por que a prática é crime.
O Audubon Photography Awards 2026 premiou imagens incríveis, como um colhereiro na Flórida e um corujão no Chile. Veja os vencedores e as fotos que destacam a beleza e os desafios das aves.
Conheça a história de Richart Sowa, que construiu a Joyxee Island no México com garrafas recicladas, criando uma casa autossuficiente com jardins e mangues.
Conheça a história da Mymba Kuéra, a monumental operação que salvou quase 39 mil animais durante a construção da usina de Itaipu em 1982. Veja como foi.