Nove aves de espécies ameaçadas, salvas de uma tentativa de tráfico internacional, ganham um novo lar no Bosque da Conservação do zoológico paulistano.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Nove papagaios de duas espécies ameaçadas de extinção, vítimas de tráfico internacional, são os novos moradores do Zoológico de São Paulo. Atualizado em 15 de agosto de 2026, o grupo é composto por seis papagaios-de-cara-roxa (Amazona brasiliensis) e três papagaios-charão (Amazona pretrei), que agora podem ser visitados no espaço Bosque da Conservação.
A jornada das aves começou em 26 de outubro de 2025, quando agentes do Ibama realizaram uma fiscalização no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro. Na ocasião, uma passageira estrangeira foi flagrada tentando embarcar com 24 ovos de aves escondidos sob as roupas e presos ao corpo com meias de nylon para manter a temperatura, conforme relatado pelo Conexão Planeta. A suspeita afirmou que se tratavam de ovos de galinha.
Os ovos, já em estágio avançado de incubação, foram recolhidos para cuidados especializados. No dia seguinte, parte deles eclodiu, mas dos 24 ovos apreendidos, apenas nove filhotes sobreviveram, segundo informações do Ibama divulgadas pela Veja. Após receberem cuidados intensivos, os filhotes foram destinados ao Zoológico de São Paulo em março de 2026, com cerca de cinco meses de vida.
As duas espécies resgatadas enfrentam riscos na natureza. O papagaio-de-cara-roxa é classificado como "quase ameaçado", enquanto o papagaio-charão é considerado "vulnerável" pela Lista Nacional de Espécies Ameaçadas de Extinção do Ministério do Meio Ambiente. Ambas são endêmicas do Brasil, com o papagaio-de-cara-roxa habitando a Mata Atlântica do litoral de São Paulo e Paraná, e o papagaio-charão ocorrendo em áreas de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
A chegada dos animais ao zoológico fortalece o Plano de Ação Nacional para as Aves da Mata Atlântica, coordenado pelo ICMBio, e programas da Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (AZAB), que visam a reprodução sob cuidados humanos para manter a diversidade genética, de acordo com o portal PE Jornal.
Após um período de quarentena e avaliações clínicas, as nove aves foram transferidas para o Bosque da Conservação, uma área do zoológico dedicada a espécies ameaçadas. No novo ambiente, o grupo se tornou vizinho de outras aves raras, como ararinhas-azuis, araras-azuis-de-lear e jacutingas. A equipe técnica do zoológico agora inicia o trabalho de formação de futuros casais reprodutivos, uma estratégia a longo prazo para fortalecer as populações e, eventualmente, disponibilizar descendentes para outras iniciativas de proteção da fauna.
Ao todo, nove papagaios sobreviveram à tentativa de tráfico e foram encaminhados ao Zoológico de São Paulo: seis da espécie papagaio-de-cara-roxa e três da espécie papagaio-charão.
Os ovos foram descobertos em outubro de 2025, durante uma fiscalização do Ibama no Aeroporto do Galeão (RJ). Uma passageira estrangeira tentava embarcar com 24 ovos presos ao corpo com meias de nylon, escondidos sob suas roupas.
O objetivo é garantir sua sobrevivência e integrá-los a programas de conservação. A equipe técnica do zoológico trabalhará na formação de casais reprodutivos para fortalecer as populações das espécies, que estão ameaçadas de extinção.
A chegada dos nove papagaios ao Zoológico de São Paulo transforma uma ação criminosa de tráfico de animais em uma oportunidade para a conservação. O caso reforça a importância da fiscalização e do trabalho de instituições dedicadas à proteção da biodiversidade brasileira.
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