Com "chifres" e olhos que brilham em vermelho, a coruja mocho-diabo é uma ave de rapina noturna. Entenda por que a espécie tem sido resgatada.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Uma coruja da espécie mocho-diabo (Asio stygius) foi resgatada em Tapiraí, no interior de São Paulo, após uma ação da Diretoria de Meio Ambiente e da Defesa Civil. A ave, considerada rara de ser avistada por seus hábitos noturnos, foi encaminhada para reabilitação. Atualizado em 26 de agosto de 2026.
Casos como este, onde a ave é encontrada debilitada ou ferida, têm se repetido em diferentes regiões do país, como em Pitanga (PR), onde um exemplar foi achado com a asa quebrada, e em Volta Redonda (RJ), onde outra ficou presa em uma linha de pipa. Após o resgate, os animais são levados a centros de triagem ou zoológicos para tratamento veterinário.
A coruja mocho-diabo é uma ave de rapina da família Strigidae, nativa de regiões da América do Sul, incluindo o Brasil. Seu nome popular vem de duas características marcantes: os dois tufos de penas longos no topo da cabeça, que lembram chifres, e a cor vermelho-brilhante que seus olhos refletem quando expostos à luz.
Sua plumagem varia entre tons de marrom-escuro e preto, com o peitoral cinza-amarronzado, o que garante uma excelente camuflagem em seu habitat. A espécie possui olhos grandes com íris amarelada, adaptados para a visão noturna.
O mocho-diabo é uma ave estritamente noturna, o que torna sua observação na natureza um evento raro. Durante o dia, ela se abriga em folhagens densas de florestas tropicais e áreas de cerrado para se proteger de predadores. Seus hábitos noturnos são otimizados para a caça, graças a habilidades como:
Os resgates são fundamentais para a conservação da espécie, que enfrenta ameaças como a destruição de seu habitat e acidentes em áreas urbanas. Quando uma coruja mocho-diabo é encontrada ferida, ela é encaminhada para centros especializados, como o Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (CETRAS).
No local, os animais recebem avaliação e tratamento veterinário. Após a recuperação completa, são preparados para a reintrodução em seu ambiente natural, geralmente em unidades de conservação, garantindo que possam voltar a viver livremente.
O nome popular está associado à aparência da ave. As penas eretas no topo da cabeça lembram chifres, e seus olhos refletem uma cor vermelho-brilhante quando iluminados, conferindo-lhe um aspecto considerado "diabólico".
Segundo o Instituto Água e Terra (IAT), a espécie não é considerada ameaçada de extinção no estado do Paraná. No entanto, a destruição de habitats e outros fatores de risco representam ameaças contínuas à sua população em outras regiões.
Sua dieta é carnívora, composta principalmente por pequenos mamíferos, como roedores, além de pequenas aves e insetos. Ela caça exclusivamente durante a noite.
A coruja mocho-diabo é uma espécie fascinante e importante para o equilíbrio ecológico. Embora sua observação seja rara, os resgates no interior de São Paulo e em outros estados destacam a necessidade de proteger seu habitat e de agir rapidamente quando um animal é encontrado em perigo. A reabilitação e devolução à natureza são essenciais para a sobrevivência desta ave de rapina noturna.
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