Espécie classificada como 'Em Perigo' pela IUCN foi registrada em área de preservação da Usina Hidrelétrica Colíder. Saiba mais sobre a ave e a importância do flagrante.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Uma marianinha-de-cabeça-amarela (Pionites leucogaster), ave rara e classificada como "Em Perigo" de extinção, foi registrada em uma área de preservação permanente no Nortão de Mato Grosso. Atualizado em 21 de setembro de 2026.
O flagrante ocorreu durante um monitoramento ambiental realizado por equipes da concessionária da Usina Hidrelétrica Colíder, na região entre os municípios de Nova Canaã do Norte e Colíder, conforme divulgado pela assessoria. De acordo com a equipe, a identificação da ave é fundamental para conhecer melhor a fauna local e reunir informações para futuras ações de proteção da espécie.
Considerada de difícil observação, a marianinha-de-cabeça-amarela habita as copas das árvores mais altas da Amazônia e possui exigências ecológicas específicas, o que torna o registro um evento de grande relevância para o monitoramento da biodiversidade.
Com cerca de 23 centímetros de comprimento, a ave se destaca por sua plumagem colorida: cabeça alaranjada, rosto e pescoço amarelos, peito branco e corpo verde. Ela pertence à família dos psitacídeos, a mesma dos papagaios e periquitos, e também é conhecida como periquito-d’anta, devido à sua vocalização característica.
A espécie vive principalmente em florestas preservadas e se alimenta de frutos, sementes, pétalas e néctar de flores, ajudando a espalhar sementes e a renovar a vegetação. Seus ninhos são feitos em ocos de árvores, a uma altura que varia entre 15 e 30 metros, e a reprodução acontece principalmente em janeiro.
A marianinha-de-cabeça-amarela é classificada como "Em Perigo" (EN) pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), o que indica um alto risco de extinção na natureza. A perda de habitat devido ao desmatamento e o tráfico de animais silvestres são as principais ameaças à sua sobrevivência, tornando registros como este ainda mais relevantes para a conservação.
Foi registrada na área de preservação permanente da Usina Hidrelétrica Colíder, em uma região entre os municípios de Nova Canaã do Norte e Colíder, no estado de Mato Grosso.
A espécie está ameaçada principalmente pela perda de habitat causada pelo desmatamento na Amazônia e pelo tráfico de animais silvestres para o comércio ilegal de animais de estimação.
É uma ave de aproximadamente 23 cm, com cabeça alaranjada, peito branco e dorso verde. Pertence à família dos papagaios e é conhecida por habitar o topo das árvores mais altas da floresta amazônica.
O registro da marianinha-de-cabeça-amarela na área de conservação em Mato Grosso é uma notícia animadora que reforça a importância de programas ambientais e áreas protegidas para a sobrevivência de espécies ameaçadas. Cada avistamento contribui com dados valiosos para os esforços de conservação da biodiversidade amazônica.
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