Um aposentado de 74 anos usou maquinário pesado por seis meses para criar um acesso particular de 2 km em área protegida na Austrália. Entenda o dano ambiental.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Um aposentado de 74 anos na Austrália foi condenado a pagar uma multa de US$ 145 mil (cerca de R$ 740 mil) por construir ilegalmente uma estrada de quase 2 quilômetros dentro de uma área de proteção ambiental. O objetivo da obra, que durou seis meses, era criar um acesso particular para um ponto de pesca e navegação. Atualizado em 11 de agosto de 2026.
O caso ocorreu no Parque Nacional Bowling Green Bay, em Queensland, uma área de pântanos com proteção internacional pela Convenção de Ramsar. Frank Reginald Clark, residente de Townsville, utilizou maquinário pesado e materiais como terra, concreto, tijolos e tubulações para aterrar o terreno e construir o caminho, rampas para barcos e passagens sobre cursos d'água, segundo o portal TN.
A construção clandestina causou um dano ambiental significativo em uma área extremamente sensível. De acordo com as autoridades ambientais australianas, a intervenção destruiu mais de 19.000 metros quadrados de pântanos, removeu milhares de árvores de mangue protegidas e alterou o fluxo natural da maré nos riachos Alligator Creek e Crocodile Creek, conforme relatado pelo site Weekend Perfil.
Um dos fatores que agravaram a situação foi que Clark ignorou repetidas advertências do departamento ambiental para que paralisasse as obras. A investigação também apontou a extração ilegal de terra de dentro do parque nacional para a construção do aterro.
Além da pesada multa de US$ 145 mil, a justiça determinou que o aposentado deve financiar e executar a restauração completa da área degradada. A ordem judicial exige a remoção de todas as estruturas e materiais utilizados na construção da estrada e a recuperação do ecossistema original, incluindo o replantio da vegetação nativa.
No Brasil, uma ação semelhante também configuraria crime ambiental. A legislação brasileira, através da Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/1998) e do Código Florestal, prevê sanções severas para danos em Áreas de Preservação Permanente (APP), como os manguezais, incluindo multas, embargo da obra e a obrigação de reparar o dano, como aponta O Antagonista.
O caso ocorreu no Parque Nacional Bowling Green Bay, em Queensland, Austrália. A área é um pântano de importância internacional, protegida pela Convenção de Ramsar.
O responsável pela obra ilegal, Frank Reginald Clark, foi multado em US$ 145 mil, o que equivale a aproximadamente R$ 740 mil pela cotação de agosto de 2026.
Sim. Além da sanção financeira, uma ordem judicial obrigou o aposentado a financiar e executar a restauração completa do ecossistema afetado, removendo a estrada e recuperando a vegetação nativa.
O caso do aposentado australiano serve como um exemplo contundente das consequências de ignorar as leis ambientais para conveniência pessoal. A construção de uma estrada de 2 km em um parque nacional não apenas resultou em uma multa milionária, mas também na obrigação de reverter um dano significativo a um ecossistema protegido, destacando a importância da conservação de áreas naturais.
Homem de 34 anos foi flagrado com quatro peixes da espécie pintado abaixo do tamanho mínimo permitido no Rio Aguapeí. Saiba mais sobre a legislação e as multas.
A história da baleia Sunset, resgatada após encalhar e que retornou anos depois com um filhote, inspira a conservação da espécie. Saiba mais sobre os desafios que as baleias-francas ainda enfrentam no litoral brasileiro.
Anestesista Ricardo Lima já catalogou mais de 200 espécies de aves em seu bairro e agora monitora um felino ameaçado. Veja como sua paixão inspira a conservação.
O Parque Estadual Carlos Botelho é um santuário para mais de 380 espécies de aves, incluindo a jacutinga. Descubra a importância deste refúgio na Mata Atlântica.