Após viver cerca de 40 anos em circos e os últimos anos em um zoológico, a elefanta asiática Rana encontrou um novo lar. Conheça sua história de superação.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Após quase meio século em cativeiro, a elefanta asiática Rana, de aproximadamente 65 anos, vive uma nova fase em liberdade no Santuário de Elefantes Brasil (SEB), em Mato Grosso. Sua história, marcada por cerca de 40 anos em circos e os últimos anos em um zoológico no litoral brasileiro, culminou em um recomeço em dezembro de 2018, quando foi transferida para o refúgio na Chapada dos Guimarães. Atualizado em 22 de junho de 2026.
A trajetória de Rana foi longa e desafiadora. Durante aproximadamente quatro décadas, ela viveu em circos, uma rotina que frequentemente impõe condições de confinamento e estresse a animais de grande porte. Conforme relatado pela equipe do Santuário de Elefantes Brasil, após esse período, ela passou seus últimos anos de cativeiro em um zoológico no litoral brasileiro antes de seu resgate.
A chegada ao santuário em Mato Grosso representou uma virada na vida de Rana. Inicialmente descrita como reservada e distante, ela passou por uma notável transformação. Segundo os cuidadores, Rana se tornou uma das moradoras mais comunicativas, famosa por suas vocalizações ao longo do dia. Sua capacidade de adaptação fez com que ganhasse o apelido de "comitê de boas-vindas" do santuário.
No novo lar, Rana redescobriu comportamentos naturais da espécie. Ela agora desfruta de atividades como nadar, tomar banhos de lama e explorar os amplos espaços abertos do santuário. Além disso, desenvolveu uma forte ligação com outra elefanta asiática, Mara, que chegou ao local em maio de 2020. Essa interação social é fundamental para o bem-estar e a recuperação de animais que viveram isolados por tanto tempo.
Rana vive no Santuário de Elefantes Brasil (SEB), uma organização sem fins lucrativos localizada na Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso. O local foi escolhido por oferecer um clima ideal e vasto espaço para a reabilitação de elefantes resgatados.
De acordo com informações do santuário, Rana é uma elefanta asiática com cerca de 65 anos de idade. Ela chegou ao local em dezembro de 2018.
Além de Rana, o santuário abriga outras elefantas asiáticas, como Maia, Mara, Bambi e Guillermina. O local também possui um habitat separado para elefantas africanas, como Pupy, que chegou da Argentina.
A história de Rana é um exemplo do impacto positivo que santuários podem ter na vida de animais resgatados de longos períodos em cativeiro. Após 47 anos, ela não apenas encontrou segurança e cuidados adequados, mas também a oportunidade de viver com mais liberdade, expressar comportamentos naturais e formar laços sociais, demonstrando uma notável capacidade de recuperação.
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