Moradores de Vila Velha registraram a rara passagem de uma baleia-franca com seu filhote perto da orla. Entenda por que a aparição da espécie é incomum no ES.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Moradores e banhistas de Vila Velha, no Espírito Santo, foram surpreendidos com um raro avistamento: uma baleia-franca-austral (Eubalaena australis) acompanhada de seu filhote. Os animais foram vistos a poucos metros da faixa de areia na Praia de Itapuã, em um evento considerado incomum por especialistas. Atualizado em 26 de agosto de 2026.
A presença da baleia-franca-austral no Espírito Santo não é comum. Segundo Sandro Firmino, coordenador do projeto Amigos da Jubarte, avistamentos dessa espécie ocorrem apenas uma ou duas vezes por temporada no estado. A principal rota migratória desses animais no Brasil concentra-se no Sul do país, especialmente em Santa Catarina, onde se reproduzem, conforme aponta o Instituto Australis.
Apesar de raro, não é um evento inédito. Em 2018, o primeiro registro de uma baleia-franca na temporada brasileira foi justamente em Vila Velha. A espécie é considerada ameaçada de extinção, o que torna cada avistamento ainda mais significativo para o monitoramento e conservação.
Enquanto as baleias-jubarte são visitantes frequentes da costa capixaba durante sua temporada, as francas possuem características distintas que permitem sua identificação. De acordo com especialistas, as principais diferenças são:
A temporada de avistamento de baleias no litoral do Espírito Santo, principalmente da espécie jubarte, geralmente ocorre entre os meses de maio e outubro. Nesse período, elas migram da Antártica em busca de águas mais quentes para se reproduzir e amamentar os filhotes.
Sim. Conforme apontado pelo ambientalista Sandro Firmino em entrevista ao jornal A Gazeta, a baleia-franca-austral (Eubalaena australis) é uma espécie que está ameaçada de extinção.
O avistamento da baleia-franca com seu filhote em Vila Velha é um lembrete da rica biodiversidade marinha que utiliza a costa brasileira como rota. Embora incomum na região, o evento reforça a importância do monitoramento ambiental e das águas capixabas no ciclo de vida de diferentes espécies de cetáceos.
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