Avistamentos de antas na estrada-parque do Parque Estadual Carlos Botelho (SP) se tornam comuns. Saiba a importância do local para a espécie e os riscos de atropelamento.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Flagrantes de antas caminhando pela Estrada-Parque Serra da Macaca, dentro do Parque Estadual Carlos Botelho, em São Miguel Arcanjo (SP), têm se tornado cada vez mais documentados. Atualizado em 13 de agosto de 2026, esses avistamentos, embora celebrem a rica biodiversidade da unidade de conservação, também acendem um alerta sobre os perigos que os animais enfrentam, especialmente o risco de atropelamentos.
O Parque Estadual Carlos Botelho é uma unidade de conservação de Mata Atlântica com mais de 37 mil hectares, reconhecida pela UNESCO como Sítio do Patrimônio Mundial Natural. O local é um refúgio crucial para espécies ameaçadas de extinção, como a onça-pintada e a anta. Segundo a bióloga Mariana Landis, do projeto "Grandes Mamíferos da Serra do Mar", a região da Serra do Mar, que inclui o parque, concentra cerca de 40% da população total de antas. O projeto já catalogou 139 indivíduos apenas no Parque Carlos Botelho.
A presença de animais nas estradas que cortam ou dão acesso ao parque é uma grande preocupação. A anta, maior mamífero terrestre da América do Sul, está entre as vítimas. Um caso registrado na Rodovia Fausto Santomauro (SP-250), uma das vias de acesso ao parque, resultou na morte de uma anta adulta de aproximadamente 200 quilos após ser atropelada. Biólogos apontam que atropelamentos, caça e perda de habitat são as principais ameaças que contribuem para que a espécie seja considerada "criticamente ameaçada" na Mata Atlântica.
A Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística de São Paulo orienta os motoristas que trafegam por estradas-parque a adotarem os seguintes cuidados:
As antas são conhecidas como "jardineiras das florestas". Elas são essenciais para a manutenção da Mata Atlântica porque se alimentam de frutos e espalham sementes por grandes áreas, ajudando na regeneração e diversidade da flora, incluindo espécies ameaçadas como o palmito-juçara.
No estado de São Paulo, a anta está ameaçada de extinção. Na Mata Atlântica e no Cerrado, a situação é ainda mais grave, sendo considerada uma espécie "criticamente ameaçada", segundo especialistas.
Sim, os avistamentos são considerados relativamente comuns por guias e pesquisadores que atuam na região. Os animais são frequentemente vistos em trilhas, bebendo água nos rios, como o Rio Taquaral, e atravessando a estrada-parque.
Os frequentes flagrantes de antas no Parque Estadual Carlos Botelho reforçam a importância da unidade para a conservação da espécie. Contudo, evidenciam a necessidade urgente de conscientização dos motoristas e de medidas de proteção para mitigar os riscos de atropelamento, garantindo a coexistência segura entre humanos e a vida selvagem.
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