Lásaro do Carmo Jr., executivo que comandou a Jequiti, viraliza ao duvidar da estrutura da empresa de Virginia Fonseca para sustentar receita bilionária. Entenda.
Olyvio Marques
Editor · Notícias · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Atualizado em 25 de julho de 2026. Lásaro do Carmo Jr., ex-presidente da Jequiti, gerou grande repercussão nas redes sociais ao questionar publicamente a sustentabilidade do faturamento bilionário da WePink, marca de cosméticos da influenciadora Virginia Fonseca. A análise foi feita durante sua participação no podcast Made In Brasil.
Lásaro do Carmo Jr. é um dos executivos mais reconhecidos do Brasil, com mais de 25 anos de experiência no mercado. De acordo com sua biografia oficial, ele presidiu a Jequiti Cosméticos entre 2008 e 2015, período em que a empresa saltou de um faturamento de R$ 21 milhões para R$ 523 milhões. Ele também ocupou a vice-presidência do Grupo Silvio Santos e a presidência da Jafra Cosméticos para a América do Sul, o que lhe confere profundo conhecimento da indústria de beleza.
Durante o podcast, Lásaro argumentou que, embora seja possível atingir a marca de R$ 1 bilhão em vendas de forma pontual, manter essa performance exige uma infraestrutura robusta que ele acredita que a WePink não possui.
O principal ponto levantado pelo executivo é a aparente incompatibilidade entre a receita anunciada e a estrutura operacional da empresa de Virginia. "Você bater um bi, uma vez pode ter acontecido. Mas você ter um bi consistente de faturamento, no mercado de hoje, sem fábrica própria... E eu sei onde ela produz maquiagem. Essa empresa não tem capacidade para fazer duzentos milhões. Não tem", declarou Lásaro, conforme repercutido pelo portal Metrópoles.
Para sustentar sua análise, Lásaro afirmou conhecer a maioria dos fabricantes terceirizados do setor no Brasil. Segundo ele, as informações que possui sobre o modelo de negócios da WePink não condizem com os volumes de venda divulgados. "Eu conheço quase todos os terceiristas aqui no Brasil. Um outro amigo meu falou que ela tem pouquíssima gente trabalhando com ela", completou.
Outro argumento foi a necessidade de uma grande força de trabalho para uma operação dessa magnitude. "Uma empresa para bater bi tem que ter pelo menos umas 1.500 pessoas trabalhando por lá. Por mais que tenha tecnologia, vai ter que ter mil ali por causa de máquina, operação logística", estimou o executivo, segundo o portal iG Gente.
O trecho do vídeo viralizou e gerou um intenso debate online. Conforme noticiado pela coluna de Fábia Oliveira no Metrópoles, parte do público concordou com Lásaro, ressaltando sua experiência no setor. Outros usuários defenderam Virginia Fonseca, atribuindo as críticas à inveja e afirmando que a empresa vende muito, com relatos de grande volume de produtos em centros de logística.
Ele questionou a capacidade da empresa de Virginia Fonseca de manter um faturamento bilionário de forma consistente, apontando supostas incompatibilidades com sua estrutura operacional, como a falta de fábrica própria e uma equipe enxuta.
Ele foi presidente da Jequiti por sete anos, período de grande crescimento da marca, além de ter presidido a Jafra Cosméticos na América do Sul e atuado como vice-presidente do Grupo Silvio Santos.
As fontes disponíveis até o momento da publicação desta matéria não registram uma resposta oficial de Virginia Fonseca ou da WePink às declarações do executivo.
A análise de um executivo experiente como Lásaro do Carmo Jr. levanta um debate relevante sobre os modelos de negócio na era digital. A polêmica contrapõe a visão de uma indústria tradicional, baseada em grandes estruturas físicas e operacionais, com o fenômeno das marcas nativas digitais, impulsionadas pelo alcance massivo de influenciadores como Virginia Fonseca.
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