Banhistas relatam aumento de águas-vivas nas praias de SP, mesmo no inverno. O fenômeno é natural, segundo o GBMar. Saiba por que acontece e o que fazer em caso de queimadura.
Olyvio Marques
Editor · Notícias · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Atualizado em 23 de julho de 2026. A presença de águas-vivas no litoral de São Paulo tem aumentado, um fenômeno que, embora pareça incomum para o inverno, é considerado natural e sazonal pelo Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar). A principal causa são as frentes frias e as correntes marítimas típicas desta estação, que transportam os animais para mais perto da costa.
O aumento da presença de águas-vivas e outros organismos gelatinosos é um evento esperado para esta época do ano. De acordo com o GBMar, o fenômeno está diretamente relacionado às mudanças nas condições oceanográficas. A passagem frequente de frentes frias, alterações nos ventos e a entrada de águas mais frias vindas do Sul criam correntes marítimas e ressacas que transportam esses animais de áreas mais afastadas do oceano para as praias, conforme informado pelo grupamento em diversas ocasiões.
Embora o GBMar não realize um levantamento estatístico específico sobre o número de atendimentos, o porta-voz Eduardo Campanhola confirmou que os últimos dias foram marcados por ocorrências de banhistas lesionados, exigindo atenção dos guarda-vidas.
As lesões causadas por águas-vivas geralmente não são graves, mas provocam dor, ardência e irritação na pele, podendo deixar marcas. O GBMar alerta para que a população evite o contato com os animais, mesmo que pareçam mortos na areia, pois seus tentáculos ainda podem liberar toxinas.
Caso o contato seja inevitável, siga as orientações dos bombeiros:
Sim. Segundo o Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar), o aumento da presença de águas-vivas no inverno é um fenômeno natural e sazonal, causado por frentes frias e correntes marítimas que as trazem para a costa.
A recomendação oficial é não tocar no animal, mesmo que ele aparente estar morto. Seus tentáculos podem permanecer ativos e causar queimaduras. É importante também orientar crianças a não brincar ou manusear os organismos.
Na maioria dos casos, as lesões são leves, causando ardência, dor e vermelhidão. No entanto, é fundamental procurar um posto de guarda-vidas ou serviço de saúde para avaliação e tratamento adequado, evitando complicações.
A maior incidência de águas-vivas no litoral paulista durante o inverno é um evento natural impulsionado por condições climáticas da estação. Embora não representem um risco grave na maioria das vezes, a prevenção é a melhor abordagem. Banhistas devem redobrar a atenção e, em caso de acidente, seguir as orientações do Corpo de Bombeiros para garantir a segurança.
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