O monarca britânico e a rainha Camilla permanecerão na Clarence House. A decisão histórica visa ampliar o acesso público ao palácio após reforma bilionária.
Olyvio Marques
Editor · Mundo · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O rei Charles III não vai morar no Palácio de Buckingham, mesmo após a conclusão de uma reforma de R$ 2,5 bilhões prevista para 2027. A decisão, anunciada pela Casa Real em 25 de junho de 2026, quebra uma tradição de quase 200 anos e visa ampliar o acesso do público ao icônico edifício. Atualizado em 26 de junho de 2026.
A principal razão para a decisão do rei Charles III e da rainha Camilla é aumentar as oportunidades de acesso público ao Palácio de Buckingham. Conforme comunicado oficial, o monarca deseja que o local maximize seu "benefício nacional" como um edifício financiado com dinheiro público, em vez de servir primariamente como residência privada, segundo informações do portal Metrópoles.
Apesar de não residir no palácio, Charles "sente grande afeição" pelo edifício e continuará a usá-lo como o "núcleo cerimonial da vida real" e "centro operacional" da monarquia, como reportado pela Folha de S.Paulo. O palácio seguirá como sede para cerimônias oficiais, recepção de chefes de Estado e eventos diplomáticos.
O casal real permanecerá em sua atual residência londrina, a Clarence House, localizada a cerca de um quilômetro do palácio. Eles vivem no local desde o casamento, em 2005. De acordo com a CNN Brasil, o rei manterá aposentos privados em Buckingham que poderão ser usados como acomodação quando necessário.
O Palácio de Buckingham, residência oficial dos monarcas britânicos desde 1837 com a rainha Victoria, está passando por uma extensa reforma de 10 anos, iniciada em 2017. O custo estimado é de 369 milhões de libras (aproximadamente R$ 2,5 bilhões), conforme divulgado pelo Poder360.
O projeto inclui a substituição de sistemas elétricos, encanamentos e aquecimento obsoletos, alguns datados da década de 1950, para reduzir riscos de incêndio e inundação e preservar o edifício para as próximas décadas. A expectativa é que as obras sejam concluídas em 2027.
Não. O palácio continuará sendo a sede oficial da monarquia britânica e o principal local de trabalho da Casa Real. A mudança permitirá um aumento no número de visitas guiadas e eventos abertos ao público, que já recebe cerca de 700 mil visitantes anualmente, segundo o G1.
A decisão de Charles III encerra uma tradição de quase dois séculos, iniciada em 1837, na qual o Palácio de Buckingham servia como a principal residência londrina do monarca reinante. Todos os soberanos desde a Rainha Vitória moraram no local.
O anúncio coincidiu com a divulgação inédita dos impostos pagos pelo rei, uma medida para aumentar a transparência sobre as finanças da monarquia. Segundo a CNN Brasil, Charles pagou 12,9 milhões de libras em impostos no ano fiscal de 2024-2025, posicionando-o entre os maiores contribuintes do Reino Unido.
A decisão do Rei Charles III de não se mudar para o Palácio de Buckingham representa uma modernização significativa na monarquia britânica. Ao priorizar o acesso público em detrimento do uso residencial, o monarca redefine o papel de um dos edifícios mais simbólicos do mundo, mantendo-o como o coração cerimonial do Reino Unido enquanto busca maior conexão com o público.
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