Conheça a ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau, uma megaestrutura de R$ 81,9 bilhões com túnel submerso que conecta três regiões da China e desafia a engenharia.
Olyvio Marques
Editor · Mundo · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A maior ponte do mundo sobre o mar, com 55 quilômetros de extensão, conecta as regiões de Hong Kong, Zhuhai e Macau, na China, reduzindo um trajeto que antes levava até quatro horas para cerca de 30 a 45 minutos. Inaugurada em 2018, a megaestrutura é um marco da engenharia moderna. Atualizado em 22 de junho de 2026.
A Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau (HZMB) é um complexo sistema de transporte que atravessa o Delta do Rio das Pérolas. De acordo com diversas fontes, incluindo o portal ND Mais, a estrutura não é apenas uma ponte contínua, mas uma combinação de pontes estaiadas, um túnel subaquático de 6,7 quilômetros e duas ilhas artificiais que servem como pontos de transição.
O projeto, que levou cerca de oito a nove anos para ser concluído, foi desenvolvido para integrar economicamente as três cidades, fortalecendo a chamada "Grande Área da Baía", uma iniciativa do governo chinês para criar um hub econômico e tecnológico na região.
A construção da HZMB exigiu números impressionantes. Foram utilizadas cerca de 420 mil toneladas de aço, material suficiente para construir 60 Torres Eiffel, segundo informações do jornal O Globo. O custo total da obra é estimado entre US$ 18,8 bilhões e US$ 20 bilhões (aproximadamente R$ 81,9 bilhões), conforme apurado por veículos como O Antagonista e o Estadão.
Projetada para ter uma vida útil de 120 anos, a ponte foi construída para resistir a condições extremas, como ciclones e terremotos comuns na região. O túnel submerso, um dos mais profundos do mundo, está localizado a quase 50 metros abaixo da superfície para permitir a passagem de grandes navios de carga, uma rota de navegação vital que não poderia ser bloqueada.
O principal benefício da ponte é a drástica redução no tempo de viagem. O percurso entre Zhuhai e Hong Kong, que podia levar mais de quatro horas por terra, agora pode ser feito em cerca de 30 minutos. A expectativa é que, até 2035, cerca de 60 mil veículos e 250 mil passageiros utilizem a ponte diariamente, impulsionando o turismo e o comércio entre as regiões.
Apesar de sua grandiosidade, a obra foi marcada por polêmicas. A construção enfrentou atrasos e acusações de superfaturamento. Além disso, a segurança dos trabalhadores foi um ponto crítico: segundo a Wikipédia e reportagens do O Globo, pelo menos 18 operários morreram durante as obras. Grupos ambientalistas também apontaram para o impacto na vida marinha local, incluindo uma rara espécie de golfinho.
O custo da Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau é estimado entre US$ 18,8 bilhões e US$ 20 bilhões, o que equivale a cerca de R$ 81,9 bilhões, financiado pelos governos regionais e autoridades centrais da China.
A extensão total da estrutura é de 55 quilômetros, o que a torna a maior travessia marítima fixa do mundo. Esse comprimento inclui pontes, o túnel submerso de 6,7 km e as ilhas artificiais.
Não. O uso da ponte não é totalmente livre. De acordo com o portal Terra Brasil Notícias, veículos particulares precisam de licenças especiais para circular. A maioria dos passageiros faz a travessia utilizando ônibus e outros transportes autorizados que operam na rota.
A Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau é mais do que uma via de transporte; é um símbolo do poder construtivo e da ambição estratégica da China. Ao conectar três dos centros econômicos mais importantes do sul do país, a megaestrutura não apenas encurtou distâncias físicas, mas também solidificou a integração de uma das regiões mais dinâmicas do planeta.
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