Wanessa Santana, delegada investigada por peculato em MG, tem licença médica renovada por 120 dias. Ela está afastada desde março. Entenda o caso.
Olyvio Marques
Editor · Justiça · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A delegada da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), Wanessa Santana Martins Vieira, investigada por emprestar uma viatura descaracterizada ao marido, teve sua licença médica renovada por mais 120 dias. A decisão, publicada no Diário Oficial do Estado nesta terça-feira (25/8), estende o afastamento da servidora, que já dura desde março deste ano. Atualizado em 25 de agosto de 2026.
A nova licença para tratamento de saúde tem validade retroativa a 19 de agosto de 2026. Durante todo o período de afastamento, Wanessa Santana continua recebendo sua remuneração integral, que, segundo o Portal da Transparência, é de quase R$ 23,5 mil, conforme previsto na legislação estadual. A delegada está licenciada de suas funções desde 28 de março, acumulando sucessivas prorrogações.
A investigação contra a delegada teve início em 10 de março deste ano, quando seu marido, o advogado Renan Rachid Silva Vieira, foi flagrado dirigindo sozinho uma viatura descaracterizada da PCMG. A abordagem ocorreu durante uma operação da Corregedoria da corporação em um corredor exclusivo de ônibus na região da Pampulha, em Belo Horizonte.
O casal foi preso em flagrante pelo crime de peculato — uso de bem público para fins particulares por servidor. No dia seguinte, a Justiça concedeu liberdade provisória a ambos mediante pagamento de fiança.
Após o início das investigações, Wanessa Santana foi transferida da delegacia de São José da Lapa para a 1ª Central Estadual do Plantão Digital, em Belo Horizonte. A remoção ocorreu "por conveniência da disciplina", uma medida administrativa adotada pela chefia da corporação após apuração interna. A defesa da delegada chegou a solicitar sigilo no inquérito, mas o pedido foi negado pela Justiça.
Ela é investigada pelo crime de peculato após seu marido ter sido preso em flagrante utilizando uma viatura da Polícia Civil, que estava sob responsabilidade dela, para fins particulares.
Sim. A legislação estadual garante que servidores em licença para tratamento de saúde recebam a remuneração integral. Até julho, a delegada já havia recebido R$ 93.674,88 brutos durante o período licenciada.
A delegada está afastada desde 28 de março de 2026. Com a nova licença de 120 dias, seu afastamento será prolongado por mais quatro meses a contar de 19 de agosto.
A renovação da licença médica por mais quatro meses mantém a delegada Wanessa Santana afastada de suas funções enquanto a investigação por peculato prossegue. O caso continua a ser acompanhado pela Corregedoria da Polícia Civil de Minas Gerais.
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