Cerimônia de despedida da diretora-adjunta da Justiça Global, Daniela Fichino, acontece nesta terça (27) no Cemitério da Penitência. Saiba mais sobre sua trajetória.
Olyvio Marques
Editor · Justiça · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A advogada e defensora dos direitos humanos Daniela Fichino, que atuou como assistente de acusação no processo que apura os assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, é velada nesta terça-feira (27) no Rio de Janeiro. A cerimônia ocorre no Cemitério da Penitência. Fichino morreu no último domingo (25), aos 43 anos. Atualizado em 27 de outubro de 2026.
O velório de Daniela Fichino está previsto para começar às 13h15, com a cremação marcada para as 15h15, no Cemitério da Penitência, na capital fluminense, conforme divulgado pelo portal Metrópoles. A causa da morte não foi oficialmente informada pela família ou pela organização Justiça Global. No entanto, o mesmo veículo reportou, citando fontes ligadas ao Psol, que a advogada teria sido vítima de um atropelamento no Largo da Segunda-Feira, no Rio.
Conhecida como "Dani Fi", Daniela Fichino construiu uma carreira de destaque na defesa dos direitos humanos no Brasil. Era diretora-adjunta da organização não governamental Justiça Global, onde atuava desde 2014 e assumiu o cargo de direção em 2023.
Sua atuação de maior projeção pública foi como assistente de acusação no processo que investiga os assassinatos de Marielle Franco e Anderson Pedro Gomes. Além do trabalho no caso, Fichino foi assessora parlamentar de Marielle e também do deputado Tarcísio Motta, segundo o Psol do Rio de Janeiro.
Graduada em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Fichino possuía mestrado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e cursava doutorado na UERJ. Sua trajetória incluiu a representação de vítimas em graves violações de direitos humanos perante o Sistema Interamericano de Direitos Humanos. Entre os casos notórios em que atuou, destacam-se:
A morte de Daniela Fichino gerou manifestações de pesar de diversas instituições e personalidades. O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) emitiu uma nota lamentando o falecimento e destacando seu legado nas "lutas coletivas que ajudou a fortalecer".
A deputada federal Anielle Franco, irmã de Marielle, também prestou homenagem nas redes sociais. "Amiga de Marielle, foi assessora de seu mandato e companheira de vida, de sonhos e de tantas batalhas", escreveu.
Daniela Fichino era uma advogada e defensora dos direitos humanos, diretora-adjunta da ONG Justiça Global. Ela ficou conhecida por sua atuação em casos de grande repercussão, incluindo o trabalho como assistente de acusação no processo dos assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes.
A causa oficial da morte não foi divulgada. Contudo, reportagens da imprensa, como a do Metrópoles, apontam que ela teria sido atropelada no Rio de Janeiro, com base em informações de fontes ligadas ao Psol.
O velório e a cremação acontecem nesta terça-feira (27), no Cemitério da Penitência, localizado no Rio de Janeiro (RJ). A cerimônia de despedida tem início previsto para 13h15.
A morte precoce de Daniela Fichino representa uma perda significativa para a defesa dos direitos humanos no Brasil. Sua trajetória, marcada pelo compromisso com a justiça social e a reparação de vítimas de violência, deixa um legado de luta e dedicação, especialmente lembrado por sua contribuição fundamental no caso Marielle Franco.
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