Ministro acusa prefeito de descumprir ordem do TRE-SP para manter 100% da frota no 2º turno, dificultando o voto. Pedido inclui secretário e presidente da SPTrans.
Olyvio Marques
Editor · Eleições · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O ministro Guilherme Boulos (PSOL) anunciou neste domingo (25) que solicitará à Justiça Eleitoral a prisão do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), por supostamente descumprir uma ordem judicial que determinava a operação de 100% da frota de ônibus durante o segundo turno das eleições de 2026. Atualizado em 25 de outubro de 2026.
A acusação, divulgada nas redes sociais, afirma que a redução no transporte público visava dificultar o deslocamento de eleitores. O pedido de prisão, a ser encaminhado ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), também deve incluir o Secretário Municipal de Transporte, Celso Jorge Caldeira, e o presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges, conforme informado por Boulos.
No sábado (24), o juiz Tiago Ducatti Machado, da 1ª Zona Eleitoral, determinou que a capital paulista mantivesse 100% da sua frota de ônibus operando no dia da votação, com frequência equivalente à de um dia útil. A decisão atendia a uma ação de parlamentares do PSOL e previa multa de R$ 100 mil para Nunes e o presidente da SPTrans em caso de descumprimento, segundo o portal O Globo.
No entanto, dados do aplicativo Infobus, que monitora os veículos em tempo real, apontaram que às 13h20 de domingo, apenas 71,7% da frota estava em circulação. De um total de 13.790 ônibus, 3.898 permaneciam nas garagens, de acordo com reportagem do Metrópoles.
Em sua publicação, Boulos citou um "precedente de Salvador", referindo-se a uma situação semelhante na capital baiana, onde o TRE local determinou a prisão do secretário de mobilidade por problemas na operação do transporte público. O Partido dos Trabalhadores (PT) também entrou com uma ação separada em São Paulo, pedindo a prisão em flagrante do secretário Celso Caldeira e do presidente da SPTrans, alegando que a operação estava reduzida a aproximadamente 60%, conforme noticiado pelo O Globo.
A gestão de Ricardo Nunes se defendeu, afirmando que foi notificada da decisão judicial apenas às 13h10 de sábado, menos de 24 horas antes do início da operação eleitoral. Em nota divulgada à imprensa e citada pela CNN Brasil, a prefeitura alegou que o prazo era insuficiente para mobilizar mais de 10 mil trabalhadores e reorganizar as escalas de folga, o que colocaria em risco o direito de voto dos próprios funcionários.
A SPTrans complementou que o planejamento original, similar ao do primeiro turno, previa a circulação de 6,9 mil ônibus, com base em dados de demanda, e que a alteração súbita impôs "desafios operacionais concretos", de acordo com o portal ABCdoABC.
Em resposta às denúncias, a Justiça Eleitoral intimou a prefeitura e a SPTrans a prestarem esclarecimentos imediatos sobre a situação, conforme reportou o Brasil 247.
Boulos acusa o prefeito Ricardo Nunes de descumprir uma ordem judicial do TRE-SP que exigia 100% da frota de ônibus circulando no dia da eleição, ato que, segundo o ministro, poderia ser uma tentativa de impedir o povo de votar.
Dados do aplicativo Infobus, coletados às 13h20 do domingo de eleição, indicavam que 9.892 de um total de 13.790 ônibus estavam em circulação, o que representa 71,7% da frota total. Cerca de 3.898 veículos estavam nas garagens.
A gestão municipal alegou ter sido notificada da decisão com menos de 24 horas de antecedência, o que tornou operacionalmente inviável a convocação de todos os motoristas e a readequação das escalas de trabalho a tempo para o início da votação.
A controvérsia sobre a frota de ônibus em São Paulo no segundo turno das eleições escalou para o campo jurídico, com o anúncio de Guilherme Boulos de que pedirá a prisão do prefeito Ricardo Nunes e de outros gestores. Enquanto a prefeitura alega dificuldades operacionais devido ao prazo da notificação, dados de monitoramento indicam um descumprimento da ordem judicial. O caso agora aguarda a análise e decisão do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo.
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