Sebastião Coelho, desembargador aposentado, criticou a prorrogação da votação por Cristiano Zanin, alegando ser uma "grande fraude". Entenda a polêmica.
Olyvio Marques
Editor · Eleições · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O desembargador aposentado do TJDFT, Sebastião Coelho, afirmou que há uma "preparação para anular esse segundo turno das eleições" após o ministro do STF, Cristiano Zanin, prorrogar o horário de votação no domingo (25). Atualizado em 26 de outubro de 2026.
Em declarações divulgadas em suas redes sociais, o desembargador aposentado do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), Sebastião Coelho, classificou a decisão de Zanin como uma "grande fraude". Coelho, que foi candidato ao Senado pelo partido Novo, não apresentou provas para sustentar suas acusações, conforme apurado por veículos de imprensa.
"Estamos diante da preparação para anular esse segundo turno das eleições. Eles sabem que o Flávio vai ganhar com larga margem e folga. Então, o PT entrou 16h32 e o Zanin decidiu depois das 17h. Nós não podemos aceitar isso", declarou Coelho, segundo o portal Metrópoles.
No domingo do segundo turno, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu a um pedido da coligação do PT e do PCdoB e estendeu o horário de votação das 17h para as 19h em todo o país. A medida foi solicitada após relatos de problemas na oferta de transporte público em municípios da Bahia, como Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas.
Após a repercussão inicial, Zanin emitiu um esclarecimento crucial sobre o alcance de sua decisão. O ministro determinou que a prorrogação do horário seria válida apenas para as seções eleitorais que ainda estivessem abertas e em funcionamento. A medida não autorizava a reabertura de urnas que já haviam sido fechadas e lacradas às 17h, como informado pelo Metrópoles e outros veículos.
A decisão de Zanin gerou forte reação de parlamentares da oposição. Os senadores Jorge Seif (PL-SC) e Marcel Van Hattem (Novo-RS) anunciaram em suas redes sociais que protocolariam pedidos de impeachment contra o ministro do STF. Eles alegam que Zanin agiu sem competência para decidir sobre o tema após o encerramento legal do pleito e apontam suspeição, por ele ter sido advogado de Lula antes de assumir o cargo na Corte.
Sebastião Coelho interpretou a prorrogação do horário de votação, decidida por Cristiano Zanin após as 17h, como uma manobra para fraudar o processo eleitoral. Ele afirmou, sem apresentar provas, que a medida seria uma "preparação" para anular o resultado, que, segundo ele, seria favorável ao candidato Flávio Bolsonaro.
Não. O ministro do STF esclareceu posteriormente que a extensão do horário de votação até as 19h aplicava-se somente às seções eleitorais que ainda não haviam encerrado os trabalhos. Urnas já fechadas e lacradas às 17h não foram reabertas.
A declaração do desembargador aposentado Sebastião Coelho sobre uma suposta "preparação para anular o 2º turno" adicionou tensão à reta final da apuração. A acusação, feita sem provas, foi uma reação à decisão do ministro Cristiano Zanin de prorrogar a votação, medida que foi posteriormente limitada às seções ainda abertas e que gerou pedidos de impeachment por parte da oposição.
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