Governador de SP assina demissão do deputado federal após processo por uso da estrutura policial para autopromoção em vídeos. Entenda os motivos.
Olyvio Marques
Editor · Política · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), demitiu o deputado federal Carlos Alberto da Cunha (União-SP), conhecido como Delegado Da Cunha, dos quadros da Polícia Civil. A decisão, publicada no Diário Oficial do Estado nesta quinta-feira (3), aplica a pena de "demissão a bem do serviço público" após a conclusão de um processo administrativo disciplinar. Atualizado em 3 de setembro de 2026.
A demissão do Delegado Da Cunha foi baseada em um processo administrativo que considerou sua conduta uma "irregularidade grave". Segundo a apuração, ele utilizou a estrutura da Polícia Civil, como armas, viaturas e operações, para gravar e monetizar vídeos para suas redes sociais, principalmente o YouTube. As informações foram confirmadas pelo Conselho da Polícia Civil, que recomendou a demissão de forma unânime.
As acusações incluem a revelação intencional de informações sigilosas e a prática de atos que ferem o decoro da função pública para promoção pessoal, configurando improbidade administrativa, de acordo com o Estatuto da Polícia Civil paulista.
Um dos episódios centrais no processo disciplinar ocorreu em julho de 2020. Conforme as investigações da Corregedoria, após o resgate real de uma vítima de sequestro, Da Cunha teria obrigado a vítima e o criminoso a retornarem a um cativeiro já desativado para reencenar a ação policial e gravá-la. O próprio delegado admitiu ter feito uma "reprodução da ocorrência", alegando finalidade investigativa.
Embora o processo judicial relacionado a este episódio tenha sido arquivado em 2024, a apuração administrativa considerou a conduta grave o suficiente para embasar a punição. Da Cunha também é réu em um processo por violência doméstica contra sua ex-companheira.
A decisão do governo de São Paulo afeta apenas o vínculo de Da Cunha com a Polícia Civil, não seu mandato na Câmara dos Deputados. O parlamentar já estava licenciado da corporação, sem receber salário, para exercer a função em Brasília. A perda de mandato parlamentar segue um rito próprio no Congresso Nacional e não é automática.
A defesa do deputado ainda pode recorrer da decisão administrativa no Poder Judiciário, que poderá avaliar a legalidade do procedimento e a proporcionalidade da sanção aplicada.
Ele foi demitido por usar a estrutura da Polícia Civil para autopromoção, simulando operações policiais para gravar vídeos para suas redes sociais, o que foi considerado uma infração disciplinar gravíssima e ato de improbidade.
Não. A demissão é referente ao seu cargo na Polícia Civil de São Paulo e não afeta seu mandato como deputado federal, que continua normalmente.
A decisão encerra a etapa administrativa, mas pode ser contestada na Justiça. Um juiz pode, eventualmente, suspender ou anular a demissão se encontrar irregularidades no processo.
A demissão do Delegado Da Cunha da Polícia Civil, assinada pelo governador Tarcísio de Freitas, encerra um longo processo administrativo focado no uso indevido da estrutura policial para fins de promoção pessoal. Embora a medida não afete seu mandato como deputado federal, ela representa uma punição severa em sua carreira como policial e ainda pode ter desdobramentos judiciais.
Mensagens do celular do banqueiro Daniel Vorcaro revelam articulação para hospedar ministro, que seria Kassio Nunes Marques, em imóvel de luxo no Carnaval.
Mensagens revelam que Daniel Vorcaro afirmou que Celina Leão participou do acordo BRB-Master, chamando a oposição pública dela de "jogo político". Entenda.
Um projeto aprovado em comissão na Câmara amplia o porte de arma para 9 profissões, incluindo fiscais e defensores públicos. Veja a lista e as regras.
Projeto de Lei 302/26 avança na Câmara e amplia o porte de arma para 9 categorias de servidores. Saiba quais são e as regras para o uso do armamento.