Decisão do ministro do STF atinge imóvel em Angra dos Reis (RJ) em meio a investigação contra Willer Tomaz por lavagem de dinheiro e apostas online. Saiba mais.
Olyvio Marques
Editor · Política · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de uma mansão em Angra dos Reis (RJ) que é alvo de uma disputa judicial entre o jogador de futebol Richarlison e o advogado Willer Tomaz, amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL). A informação foi confirmada em 3 de novembro de 2026.
A medida faz parte de um inquérito que investiga Willer Tomaz por suspeita de lavagem de dinheiro por meio de apostas online. O jogador alega que o imóvel, que já pertenceu à cantora Clara Nunes, foi "tomado" dele pelo advogado.
A ordem de indisponibilidade de bens foi direcionada à empresa WT Administração de Imóveis e Bens, uma sociedade anônima que detém parte do patrimônio de Willer Tomaz, incluindo a mansão em questão. Conforme os registros, a indisponibilidade foi incluída na Central de Indisponibilidade de Bens (CNIB) em 26 de outubro e averbada pelo cartório de Angra dos Reis na semana seguinte.
A decisão de Moraes foi tomada no contexto de uma investigação sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro com apostas online. Segundo as apurações, Willer Tomaz teria apostado R$ 5 bilhões em uma única plataforma no ano passado. Ele também é apontado como dono de uma intermediária de pagamentos com monopólio no Rio de Janeiro e de três casas de apostas.
O senador Flávio Bolsonaro também é investigado no mesmo inquérito. Ele teria sido usuário de uma conta bancária de uma das empresas de Willer e tido despesas pagas pelo advogado. No âmbito da mesma investigação, Moraes já havia determinado que o senador entregasse seus passaportes.
Contra Willer Tomaz, as medidas foram mais amplas e incluem:
De acordo com as fontes, Willer Tomaz deixou o Brasil em agosto de 2026 e não retornou até o momento.
A mansão não é de Richarlison, mas sim disputada por ele com o advogado Willer Tomaz. O bloqueio foi uma ordem do ministro Alexandre de Moraes contra os bens de Tomaz, que é investigado por suspeita de lavagem de dinheiro, e não contra o jogador.
Willer Tomaz é um advogado, amigo do senador Flávio Bolsonaro, investigado por suspeita de lavagem de dinheiro através de um esquema envolvendo apostas online. Ele é proprietário de empresas no setor de pagamentos e apostas.
Flávio Bolsonaro é investigado no mesmo inquérito que Willer Tomaz. Ele teria utilizado contas de empresas do advogado e tido despesas pessoais pagas por ele, o que motivou uma ordem para que entregasse seus passaportes.
A decisão de Alexandre de Moraes representa um desdobramento significativo na investigação contra Willer Tomaz, afetando diretamente um patrimônio de alto valor disputado pelo jogador Richarlison. O caso expõe uma complexa teia envolvendo apostas online, suspeitas de lavagem de dinheiro e figuras políticas proeminentes.
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