Descubra a rotina em Oymyakon, o lugar habitado mais frio do mundo. Veja como moradores sobrevivem a -71°C, por que carros não desligam e outras adaptações.
Olyvio Marques
Editor · Curiosidades · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Viver em Oymyakon, uma pequena localidade na Sibéria, Rússia, significa enfrentar um dos ambientes mais hostis do planeta, com temperaturas que já atingiram -71°C e um inverno rigoroso que dura cerca de nove meses. Atualizado em 26 de junho de 2026, este artigo detalha como os menos de 1.000 habitantes adaptaram toda a sua rotina, desde a alimentação até a infraestrutura, para sobreviver ao frio extremo.
O cotidiano em Oymyakon é pautado pela necessidade constante de se proteger do frio. Atividades ao ar livre são limitadas a poucos minutos para evitar queimaduras graves na pele. Conforme apurado pela Revista Fórum, as escolas locais só suspendem as aulas quando os termômetros marcam temperaturas inferiores a -52°C.
A alimentação é uma adaptação direta ao solo permanentemente congelado, o permafrost, que impede o cultivo de frutas e vegetais. A dieta é baseada quase exclusivamente em proteínas de carne e peixe, que são expostos ao ar livre para congelar instantaneamente e, muitas vezes, consumidos crus em fatias finas para fornecer as calorias necessárias para manter o corpo aquecido.
Manter os motores dos veículos ligados durante todo o inverno é uma questão de necessidade. Segundo a Revista Fórum, essa é a única forma de garantir que o óleo e outros fluidos não solidifiquem com o frio intenso. Se um carro for desligado ao ar livre, seu sistema de combustível pode travar em minutos, exigindo horas de aquecimento para voltar a funcionar. Outras adaptações veiculares incluem:
Construir em Oymyakon é um desafio de engenharia. Para evitar que o calor das residências derreta o permafrost e cause o colapso das estruturas, os edifícios são erguidos sobre estacas profundas, criando um vão livre entre a casa e o solo congelado. Além disso, a maioria das casas não possui encanamentos internos, pois a água congelaria e romperia os canos. Para obter água potável, os moradores utilizam blocos de gelo retirados de rios, que são derretidos em fogões.
A temperatura mais baixa já registrada oficialmente na região foi de -71°C, o que a torna um dos lugares habitados mais frios da Terra, conforme reportagens do Olhar Digital e da Revista Fórum.
Devido ao solo congelado (permafrost), a agricultura é impraticável. A dieta local é rica em calorias e baseada em carne e peixe, como peixes crus congelados e gordura animal, para ajudar o metabolismo a se manter aquecido, de acordo com o portal Crusoe.
Sim, mas apenas em condições extremas. As aulas são suspensas somente quando as temperaturas caem abaixo de -52°C, como informado pela Revista Fórum. Em dias com temperaturas "comuns" de inverno, a rotina escolar continua.
A vida em Oymyakon é um testemunho da resiliência e da capacidade de adaptação humana. Através de uma combinação de tradições, união comunitária e soluções de engenharia, os moradores não apenas sobrevivem, mas mantêm uma vida funcional em um dos climas mais desafiadores do planeta, provando que é possível prosperar mesmo nas condições mais adversas.
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