Descubra como antigas áreas de mineração, da Austrália à Moldávia, são transformadas em espaços únicos, como adegas e moradias de luxo. Saiba mais!
Olyvio Marques
Editor · Curiosidades · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A transformação de antigas minas e espaços subterrâneos em projetos inovadores, como adegas e moradias, é uma tendência que une sustentabilidade e criatividade ao redor do mundo. Atualizado em 22 de junho de 2026.
Desde comunidades inteiras que vivem no subsolo para escapar de temperaturas extremas até minas de calcário que se tornam as maiores adegas do planeta, o reaproveitamento de escavações mostra um novo potencial para estruturas antes consideradas esgotadas.
Na cidade de Coober Pedy, no sul da Austrália, cerca de 60% da população vive em casas subterrâneas, conhecidas como "dugouts", para escapar do calor que pode atingir 52ºC, conforme relatado pela BBC. Embora a cidade seja conhecida como a "capital mundial da opala", a adaptação ao clima extremo levou à criação de uma comunidade subterrânea completa, com lojas, igrejas e hotéis.
Muitas dessas moradias foram construídas em rochas de arenito e siltito, e a vida no subsolo oferece uma temperatura estável de cerca de 23°C durante todo o ano. Segundo o portal Aventuras na História, a facilidade de escavação permite que os imóveis sejam luxuosos, com piscinas subterrâneas e salões de jogos, mostrando o alto padrão de vida possível sob a terra.
Na Moldávia, uma antiga mina de calcário do século XV foi transformada na maior adega do mundo. A vinícola Mileștii Mici possui mais de 200 km de túneis subterrâneos, que abrigam 1,5 milhão de garrafas de vinho, um recorde registrado no Guinness Book. A informação foi divulgada pela Revista ADEGA.
As condições naturais da mina, com temperaturas constantes entre 12°C e 14°C e alta umidade, são ideais para a conservação de vinhos. O espaço é tão vasto que os visitantes percorrem suas "ruas" de carro, e o local já recebeu líderes mundiais como Vladimir Putin.
A reutilização de áreas de mineração não se limita a moradias ou adegas. Em Honduras, um projeto chamado "Sementes da Esperança" está transformando um hectare da Mina de San Andrés em um laboratório de viticultura. De acordo com o Valor Econômico, a iniciativa da Aura Minerals visa produzir o primeiro vinho do local na safra de 2026/2027.
Este projeto exemplifica como áreas onde a extração mineral foi encerrada podem ganhar um novo propósito, contribuindo para a economia local e o meio ambiente de forma sustentável.
Os moradores de Coober Pedy vivem no subsolo para escapar das temperaturas extremas do deserto australiano, que podem variar de abaixo de zero no inverno a mais de 50°C no verão. As casas subterrâneas mantêm uma temperatura agradável e constante de 23°C, de acordo com a BBC.
A maior adega do mundo é a da vinícola Mileștii Mici, na Moldávia. Ela está localizada em uma antiga mina de calcário e possui 1,5 milhão de garrafas em mais de 200 km de túneis subterrâneos, como informa a Revista ADEGA.
Sim, o reaproveitamento de minas desativadas é uma prática crescente. Exemplos incluem a criação de moradias de luxo na Austrália, a maior adega do mundo na Moldávia e até o cultivo de vinhedos em Honduras, mostrando a versatilidade dessas estruturas.
A reutilização criativa de minas de ouro, opala e calcário demonstra uma solução inteligente e sustentável para áreas de extração desativadas. Seja para criar comunidades resilientes ao clima, adegas de recordes mundiais ou novos projetos agrícolas, esses exemplos mostram que há vida e valor muito além da mineração.
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