Conheça a mara patagônica, roedor da Argentina do tamanho de um buldogue francês. Descubra por que este animal monogâmico vive em tocas coletivas.
Olyvio Marques
Editor · Curiosidades · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Um roedor do tamanho de um buldogue francês, com aparência que mistura cervo e coelho, capaz de correr a 60 km/h na América do Sul: essa é a mara patagônica (Dolichotis patagonum). Nativa dos campos áridos da Argentina, esta espécie se destaca não apenas pela velocidade, mas também por seu comportamento social único. Atualizado em 30 de outubro de 2026.
A mara patagônica é considerada o roedor mais rápido do mundo, atingindo velocidades de até 60 km/h (ou 37 milhas por hora), segundo o portal Discover Wildlife. Seu corpo é adaptado para a corrida em planícies abertas, onde a vegetação é escassa e a fuga é a principal defesa contra predadores como pumas e aves de rapina.
As adaptações que permitem essa performance incluem:
Essa combinação de velocidade e agilidade é crucial para a sobrevivência em um ambiente onde não há muitos lugares para se esconder, conforme detalhado pela Tribuna de Jundiaí.
Apesar de ser popularmente chamada de lebre da Patagônia, a mara não é uma lebre. Ela habita exclusivamente regiões semiáridas e abertas da América do Sul, concentrando-se na Argentina e em partes da Patagônia. Seu habitat ideal inclui estepes, matagais e áreas de solo arenoso, onde a vegetação é baixa e a visibilidade é ampla.
Esses ambientes moldaram a evolução da espécie, favorecendo sentidos aguçados, como audição e visão, para detectar ameaças à distância. A mara é um animal de hábitos diurnos e raramente se afasta de áreas que permitam uma fuga rápida, de acordo com publicações do Meus Animais e Discover Wildlife.
Um dos aspectos mais fascinantes da mara patagônica é seu comportamento social. A espécie é estritamente monogâmica, com casais que permanecem juntos por toda a vida. O macho segue e defende a fêmea constantemente, garantindo o sucesso reprodutivo.
Apesar da fidelidade do casal, a criação dos filhotes ocorre de forma comunitária. Vários pares, às vezes até 15, compartilham um sistema de tocas subterrâneas conhecido como "warren". Dentro dessas tocas comuns, as fêmeas cuidam de suas crias. Essa estrutura social permite uma vigilância coletiva mais eficaz contra predadores, aumentando as chances de sobrevivência dos filhotes em um ambiente tão exposto.
Não. A mara é um roedor da família Caviidae, a mesma das capivaras e dos porquinhos-da-índia. A confusão ocorre devido às suas longas orelhas e pernas traseiras potentes, que lembram as de uma lebre. No entanto, coelhos e lebres pertencem a outra ordem de mamíferos, a Lagomorpha.
Uma mara adulta mede entre 60 e 75 centímetros de comprimento e pode pesar de 8 a 16 quilos, um porte comparável ao de um cão de pequeno a médio porte, como o buldogue francês. Ela está entre os maiores roedores do mundo, superada apenas por espécies como a capivara.
A mara é estritamente herbívora. Sua dieta consiste principalmente em gramíneas, folhas, brotos e cactos encontrados em seu habitat árido. Curiosamente, ela pratica a coprofagia, que é a ingestão das próprias fezes para maximizar a absorção de nutrientes, um comportamento também visto em coelhos.
A mara patagônica é um exemplo notável de adaptação. Combinando a velocidade de uma lebre, a estrutura social cooperativa e a fidelidade monogâmica, este roedor sul-americano prospera nas desafiadoras planícies da Patagônia. Sua aparência única, que remete a uma mistura de cervo com coelho, e seu porte robusto a tornam uma das espécies mais singulares da fauna do continente.
Inky, um polvo do Aquário Nacional da Nova Zelândia, escapou por um ralo e percorreu 50 metros em uma tubulação até o mar. Entenda como o animal conseguiu.
Um desafio matemático viral testa sua atenção à ordem das operações. Você consegue resolver 200 − (25 ÷ 5 × 3) + 3² sem calculadora? Veja o passo a passo.
Descubra como a caldeira de um vulcão extinto há 80 milhões de anos transformou Poços de Caldas, no interior de MG, em um destino de águas termais e minerais raros.
Uma cobradora de ônibus em Curitiba encontrou um filhote de urubu e o alimentou por meses. Entenda a história e saiba o que a lei diz sobre criar animais silvestres.