O Banco Central estuda restringir o acesso ao Pix para instituições com falhas de segurança, após ataques que somaram R$ 1,5 bilhão. Saiba quais são as possíveis sanções.
Olyvio Marques
Editor · Economia · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O Pix não vai acabar, mas o Banco Central (BC) está se preparando para restringir e até suspender o acesso ao sistema para bancos e fintechs que apresentarem controles de segurança cibernética considerados fracos. A medida é uma resposta direta ao aumento de ataques hackers, que provocaram desvios de mais de R$ 1,5 bilhão nos últimos 12 meses, segundo apuração de veículos como O Globo e O Sul. Atualizado em 6 de julho de 2026.
A principal motivação do Banco Central é proteger o sistema financeiro contra o aumento expressivo de fraudes. Nos últimos 12 meses, ataques cibernéticos resultaram em perdas de R$ 1,5 bilhão. Um dos casos mais graves ocorreu em junho de 2025, quando hackers desviaram cerca de R$ 813 milhões ao atacar uma empresa de tecnologia que conecta bancos menores ao BC, a C&M Software.
Dados do próprio BC mostram que o perfil dos incidentes mudou drasticamente. Em 2024, apenas 15% dos casos eram fraudes. Já em 2026, até o fim de maio, esse número saltou para 79% dos incidentes reportados, conforme noticiado pelo jornal O Globo.
Qualquer instituição financeira — seja um banco tradicional ou uma fintech — que não cumprir os requisitos mínimos de segurança exigidos pelo BC poderá sofrer sanções. Para identificar essas vulnerabilidades, a autoridade monetária iniciou um "pente-fino", enviando um questionário com mais de 400 perguntas para 1.745 instituições reguladas, de acordo com a Folha de S.Paulo. O objetivo é criar um mapa completo da segurança de TI de todo o sistema financeiro.
As instituições com controles de segurança considerados inadequados estarão sujeitas a um conjunto de medidas preventivas e punitivas. As principais sanções em estudo, conforme divulgado por diversas fontes, incluem:
Não. As medidas do Banco Central não visam encerrar o Pix, mas sim fortalecer a segurança de todo o ecossistema. Especialistas apontam que os ataques exploram falhas nas instituições, e não no sistema Pix em si. O objetivo é garantir que todos os participantes tenham um nível de proteção adequado.
O BC está criando um mapa de TI do sistema financeiro a partir das respostas de um questionário detalhado enviado a quase 1.800 instituições. Caso encontre inconsistências, poderá exigir documentos e realizar auditorias para verificar o cumprimento das normas de segurança.
Quando um ataque é confirmado, o BC trata o episódio como uma "queda de avião". A instituição afetada deve contratar uma empresa de perícia forense para investigar o crime, apresentar um relatório detalhado ao regulador e um plano de ação para evitar que o problema se repita, segundo o jornal O Globo.
A iniciativa do Banco Central representa um passo crucial para aumentar a segurança do sistema financeiro brasileiro. Ao impor regras mais rígidas e sanções severas, o regulador busca incentivar bancos e fintechs a investirem mais em cibersegurança, protegendo não apenas as instituições, mas principalmente os milhões de usuários que dependem do Pix diariamente.
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