Grupo Casas Bahia encerra operações de quase 30% de sua rede em plano de reestruturação. Saiba quais unidades foram fechadas no ABCD Paulista e os motivos da crise.
Olyvio Marques
Editor · Economia · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O Grupo Casas Bahia fechou 298 lojas e demitiu cerca de 1,9 mil funcionários em todo o Brasil entre os dias 13 e 14 de agosto, em um dos maiores planos de reestruturação de sua história recente. A medida, que representa o encerramento de quase 30% da rede, impactou fortemente a região do ABCD Paulista, com o fechamento de unidades estratégicas em shoppings e ruas comerciais. Atualizado em 19 de agosto de 2026.
A decisão de encerrar as atividades de 298 lojas de uma só vez faz parte de um severo plano de corte de despesas, segundo apuração inicial do Valor Econômico. O número de demissões, que começou com 600 desligamentos na quinta-feira (13) e mais de 1,3 mil na sexta-feira (14), pode chegar a 3 mil, de acordo com fontes do setor. Este ajuste representa uma mudança de estratégia em relação a anos anteriores, quando os fechamentos ocorriam de forma mais gradual.
Até o final de 2025, a companhia operava 1.042 lojas das bandeiras Casas Bahia e Pontofrio. Nos 12 meses encerrados em março de 2026, o saldo de fechamentos havia sido de apenas 26 unidades, o que dimensiona a magnitude da reestruturação atual.
A região do ABCD Paulista foi uma das mais atingidas pelo plano de reestruturação. Um gerente da rede na região, em condição de anonimato, confirmou ao portal TV São Bernardo que a principal justificativa foi a necessidade de cortar gastos, especialmente com os aluguéis elevados em shoppings.
As seguintes lojas tiveram suas operações encerradas na região:
A reestruturação ocorre em um cenário de forte pressão financeira. O Grupo Casas Bahia registrou um prejuízo de quase R$ 1,1 bilhão no primeiro trimestre de 2026, mais que o dobro da perda no mesmo período do ano anterior. Em 2025, o prejuízo líquido acumulado foi de aproximadamente R$ 3 bilhões. Em 2024, a empresa passou por um processo de recuperação extrajudicial para reorganizar cerca de R$ 4 bilhões em dívidas.
Enquanto as lojas físicas apresentaram uma queda de 1,8% na receita no primeiro trimestre, as vendas digitais de produtos próprios cresceram 26%, sinalizando uma mudança no foco da companhia para o ambiente online.
Foram fechadas 298 lojas em todo o Brasil, o que corresponde a 28,7% de toda a rede da varejista até agosto de 2026.
A empresa está implementando um rigoroso plano de redução de despesas para combater prejuízos bilionários, como a perda de R$ 1,1 bilhão registrada no primeiro trimestre de 2026, e readequar sua operação ao crescimento do comércio digital.
Foram fechadas unidades nos shoppings Grand Plaza, ABC, São Bernardo Plaza e Praça da Moça, além de lojas de rua e da bandeira Pontofrio nos bairros Rudge Ramos (SBC), Carijós (SA), Eldorado (Diadema) e nos centros comerciais de São Bernardo e Diadema.
O fechamento em massa de lojas e as demissões marcam um momento decisivo para o Grupo Casas Bahia, que busca reverter um quadro de perdas financeiras e adaptar-se a um mercado cada vez mais digital. Para regiões como o ABCD Paulista, o impacto é imediato, com o encerramento de pontos de venda tradicionais e a perda de postos de trabalho, redesenhando o cenário do varejo local.
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